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Brasil

Período eleitoral força troca de comando em 18 ministérios no governo Lula; veja mudanças

Com Haddad focado no governo paulista, Dario Durigan assume pasta sob pressão fiscal e nomeia nova equipe econômica

O encerramento do prazo de desincompatibilização eleitoral neste sábado (4) impôs a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a maior alteração estrutural de seu governo. Para viabilizar candidaturas em outubro, 18 ministros — quase metade do alto escalão federal — deixaram seus cargos. A transferência em massa da máquina pública para o segundo escalão ocorre sob o escrutínio de investidores, que monitoram o impacto das mudanças no controle de despesas.

O epicentro da reestruturação concentra-se na política econômica. Com a saída de Fernando Haddad (PT) para a disputa pelo governo de São Paulo, o então secretário-executivo Dario Durigan herda a missão de conter a deterioração fiscal do país. Em um ano eleitoral tradicionalmente marcado por fortes pressões por aumento de gastos do Executivo, o mercado acompanha a capacidade do novo ministro de evitar turbulências adicionais e manter a continuidade das operações.

Para sinalizar estabilidade, a transição na Fazenda foi rápida. Durigan nomeou Úrsula Peres, professora da Universidade de São Paulo e especialista em políticas públicas, como secretária-executiva adjunta, e manteve Rogério Ceron na secretaria-executiva como seu número dois. “Ninguém faz nada sozinho. Somos um Ministério sério, unido e técnico”, declarou Durigan ao confirmar a nova estrutura, que inclui ainda Fábio Terra na chefia de gabinete.

A dança das cadeiras atinge de forma idêntica o núcleo político do Palácio do Planalto. Rui Costa (PT) entregou a Casa Civil de olho em uma vaga no Senado pela Bahia, repassando o posto a Miriam Belchior. Paralelamente, Geraldo Alckmin (PSB) foi exonerado do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços para focar na chapa de reeleição à vice-presidência, confirmada por Lula, deixando o comando da pasta com Márcio Elias Rosa. Já nas Relações Institucionais, a saída de Gleisi Hoffmann (PT) elevou Marcelo Costa à condição de interino.

A estratégia do presidente de promover os secretários-executivos tenta assegurar que os projetos federais em andamento não sofram com o vácuo de poder. O verdadeiro teste da nova Esplanada, contudo, se dará na gestão do orçamento em um momento em que a atenção da base aliada se volta inteiramente para a sobrevivência política nos estados.


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