O Ministério Público de São Paulo solicitou a prisão preventiva do deputado estadual Lucas Bove (PL-SP). O pedido foi apresentado à Justiça com base em acusações de descumprimento de medidas protetivas impostas em favor de sua ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas.
Segundo o órgão, o parlamentar teria feito novas publicações nas redes sociais mencionando a ex-companheira e informações de um processo que corre sob segredo de justiça. A promotoria afirma que o comportamento indicaria desrespeito às determinações judiciais e risco de reiteração das condutas investigadas.
As medidas protetivas haviam sido concedidas anteriormente após uma série de desentendimentos entre o casal, que resultaram em acusações de violência psicológica, perseguição e ameaças. O Ministério Público sustenta que as restrições impostas não foram suficientes para impedir novas manifestações do deputado.
Em nota, a defesa de Lucas Bove declarou que o parlamentar está sendo alvo de uma perseguição injusta e que nunca descumpriu nenhuma ordem judicial. Os advogados afirmam que as acusações carecem de provas e que há laudos oficiais afastando qualquer tipo de dano psicológico à ex-companheira.
O caso será analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidirá se acata ou não o pedido de prisão preventiva. Por se tratar de um deputado em exercício de mandato, o processo também deve ser comunicado à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que poderá avaliar medidas institucionais cabíveis.
Lucas Bove foi eleito em 2022 pelo Partido Liberal e exerce seu primeiro mandato na Alesp. O parlamentar afirma que continua confiante na Justiça e que provará sua inocência.
A decisão do Judiciário sobre o pedido do Ministério Público deve ser divulgada nos próximos dias.