A JBS, maior processadora de carnes do mundo, deixou de recolher aproximadamente R$ 8,52 bilhões em impostos federais no período de janeiro de 2024 a maio de 2025. O valor equivale a uma parcela expressiva do lucro líquido obtido pela companhia no mesmo intervalo, reforçando o peso das isenções e incentivos fiscais recebidos pelo grupo.
Grande parte desse montante está relacionada a benefícios concedidos por regimes especiais, como a isenção de tributos sobre exportações e incentivos voltados ao setor do agronegócio. Apenas a unidade JBS S/A (Friboi) concentrou mais da metade desse total, enquanto outras empresas do conglomerado, como a Seara Alimentos, também registraram cifras significativas.
O volume de renúncias fiscais reacende o debate sobre a política tributária nacional, especialmente em um cenário de desafios fiscais e necessidade de ampliação da arrecadação. Para defensores desses incentivos, eles são fundamentais para manter a competitividade da indústria brasileira no mercado global. Já críticos argumentam que a concentração de benefícios em grandes empresas compromete a justiça tributária e amplia desigualdades.
O caso coloca novamente em pauta a necessidade de revisão das regras que determinam a concessão de incentivos fiscais e o impacto dessas políticas na economia e nas contas públicas.