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Brasil

Indicados de Lula naufragam e Simone Tebet vira alternativa de última hora ao STF

A disputa interna no governo Lula para definir o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal expõe mais um capítulo de desorganização, improviso e crise dentro da própria base governista. Diante da forte rejeição ao nome de Jorge Messias — apontado inicialmente como favorito — o presidente agora ensaia testar Simone Tebet como alternativa para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

A movimentação ocorre porque a base aliada demonstrou clara preocupação com o desgaste que a indicação de Messias causaria no Senado, responsável por sabatinar e aprovar o futuro ministro. Mesmo os aliados mais fiéis ao governo reconheceram a dificuldade de emplacar o advogado-geral da União, o que forçou Lula a procurar outros nomes na tentativa de evitar uma derrota pública.

Segundo informações de bastidores, o presidente voltou a sondar a ex-senadora Simone Tebet, atual ministra do Planejamento, em meio à pressão de parlamentares governistas que acreditam que ela teria maior trânsito no Senado e enfrentaria menos resistência. A articulação, porém, evidencia a fragilidade política do governo, que parece agir sem rumo e sem firmeza, testando nomes ao sabor da conveniência — e não pela capacidade técnica ou pelo compromisso com o país.

A possibilidade de Simone Tebet no STF gera ainda mais críticas porque reforça a estratégia lulista de aparelhamento institucional e distribuição de cargos de altíssima importância como moeda de troca política. Para muitos observadores, o governo tenta transformar o Supremo em extensão do próprio projeto de poder, enfraquecendo a independência que deveria ser a essência da Corte.

A indecisão de Lula, somada à rejeição crescente dentro da própria base, revela um governo que não consegue se firmar nem entre os seus e que encontra enorme dificuldade para tomar decisões estratégicas sem gerar conflitos internos. Mais uma vez, a política nacional assiste ao que parece ser um governo perdido em suas próprias contradições.

Enquanto isso, o país segue à espera de indicações que priorizem competência, equilíbrio e compromisso com a Constituição — e não afinidade com o Palácio do Planalto.

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