BRASÍLIA – Em um movimento que sinaliza a retomada do planejamento estratégico para um dos setores mais importantes da economia, o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) realizou sua primeira reunião nesta quinta-feira (16). O encontro, o primeiro desde a reativação do colegiado, teve como pauta central a exploração e o desenvolvimento da cadeia produtiva de terras raras no Brasil, minerais considerados cruciais para a indústria de alta tecnologia e a transição energética global.
A reunião, que contou com a presença de ministros e representantes de diversos setores do governo e da sociedade civil, marca a reabertura do diálogo para a formulação de políticas de longo prazo para a mineração brasileira. O foco em terras raras – um conjunto de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de superímãs, baterias, smartphones e equipamentos de defesa – posiciona o Brasil na corrida global por autonomia em insumos estratégicos.
Segundo fontes do governo, o objetivo é transformar o potencial geológico do país em uma vantagem competitiva real. As discussões no CNPM abordaram a necessidade de criar um ambiente regulatório seguro para atrair investimentos, fomentar a pesquisa para agregar valor aos minerais em território nacional e garantir que a exploração ocorra sob rigorosos critérios de sustentabilidade ambiental e social.
Atualmente, a produção e o refino de terras raras são massivamente concentrados em poucos países, o que gera uma vulnerabilidade geopolítica que o Brasil pretende mitigar. A reativação do conselho é vista pelo setor produtivo como um passo fundamental para destravar investimentos e colocar o país como um fornecedor confiável e relevante no mercado global.
As diretrizes e os planos de ação que surgirão a partir deste primeiro encontro do CNPM são aguardados com grande expectativa, pois poderão definir o futuro da mineração e da indústria tecnológica brasileira para as próximas décadas.