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Brasil

Dr. Luiz Ovando critica atuação de Alexandre de Moraes e cobra reação institucional por justiça

Brasília – 5 de agosto de 2025 | BR Times

Em pronunciamento nesta terça-feira (5), o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) fez duras críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pediu uma reação institucional por parte dos Poderes Executivo e Legislativo para reequilibrar o sistema de Justiça no país.

Segundo o parlamentar, a atual conjuntura jurídica brasileira tem sido marcada por uma série de ações concentradas em um único ministro, o que, na visão dele, reflete a fragilidade dos demais poderes da República.

“Tudo isso provocado por um só indivíduo, por um só ministro, que todos vocês conhecem: Alexandre de Moraes. Nunca se falou tanto em alguém. Mas ele é o reflexo da fraqueza do Executivo”, afirmou.

Dr. Ovando classificou algumas decisões recentes como manifestações de vingança, em vez de justiça. Para ele, há uma ruptura dos princípios constitucionais, e é necessário que as instituições democráticas reajam de forma responsável e equilibrada.

“Vingança nada mais é do que uma decisão pessoal motivada por situações emocionais, visando basicamente à retaliação. O que estamos vivendo hoje é uma quebra de todos os princípios constitucionais”, disse.

O parlamentar cobrou uma posição mais firme por parte do governo federal, da Câmara dos Deputados e do Senado para, segundo ele, “retomar os trilhos da justiça no Brasil”. Entre as demandas citadas, destacou a urgência na votação do Projeto de Lei da Anistia e do Projeto 33, que propõe o fim do foro privilegiado para autoridades públicas.

“Eles não querem votar porque seguram o Bolsonaro lá, que hoje não tem mais foro privilegiado”, declarou.

Dr. Ovando também criticou a continuidade do inquérito das fake news, que já ultrapassa sete anos de tramitação no Supremo, sem conclusão.

Como forma de pressão política, o deputado anunciou que ele e sua bancada irão adotar uma estratégia de obstrução no Congresso Nacional, suspendendo a tramitação de outros projetos até que o PL da Anistia seja colocado em pauta.

“Nenhum outro projeto será votado se não for priorizado o projeto de lei da Anistia”, concluiu.

A declaração ocorre em meio a um contexto de crescentes tensões entre o Legislativo e o Judiciário, e reacende o debate sobre os limites institucionais, o equilíbrio entre os Poderes e o papel de cada autoridade na condução do Estado democrático de direito.

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Alexandre de MoraesDr. Luiz Ovando
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