A primeira sessão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, realizada nesta terça-feira, 18 de março de 2026, foi marcada por um forte embate entre parlamentares e terminou em confusão após a deputada Érika Hilton interromper a fala da deputada Júlia Zanatta durante o debate.
O episódio ocorreu no momento em que Júlia Zanatta fazia uso da palavra para tratar de pautas relacionadas à atuação da comissão. Em meio ao discurso, Érika Hilton solicitou a interrupção e, segundo relatos de parlamentares presentes, houve o desligamento do microfone da deputada catarinense, o que gerou reação imediata no plenário.
Deputados que acompanhavam a sessão classificaram o episódio como um desrespeito ao direito de fala e à liberdade de expressão dentro da comissão. A atitude provocou troca de acusações entre os parlamentares e elevou o tom do debate, exigindo intervenção da presidência para restabelecer a ordem.
Aliados de Júlia Zanatta criticaram o que consideraram uma tentativa de silenciamento em um espaço que deveria garantir pluralidade de opiniões. Segundo eles, a comissão, que tem como objetivo discutir políticas públicas voltadas às mulheres, não pode se transformar em palco de restrições ao contraditório.
Por outro lado, apoiadores de Érika Hilton argumentaram que a intervenção ocorreu em meio a divergências sobre o teor do discurso e defenderam a condução dos trabalhos dentro das regras regimentais da Casa.
O episódio evidencia a crescente polarização dentro do Congresso Nacional, especialmente em comissões temáticas que tratam de pautas sensíveis. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que deveria concentrar esforços na formulação de políticas públicas e no debate técnico, iniciou seus trabalhos sob forte tensão política.
A repercussão do caso deve se estender nos próximos dias, com possibilidade de questionamentos formais sobre a condução da sessão e pedidos de esclarecimento à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.