A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, intensificou as articulações para definir quem poderá ocupar a vaga de vice em sua chapa nas eleições de 2026. A estratégia da equipe é ampliar o diálogo com setores estratégicos do eleitorado, especialmente entre as mulheres, segmento em que pesquisas internas apontam maior espaço para crescimento da candidatura.
Nos bastidores, lideranças do PL e de partidos aliados avaliam nomes com diferentes perfis políticos, buscando representar o agronegócio, o eleitorado evangélico, o segmento conservador, além de fortalecer a agenda econômica defendida pelo grupo.
Entre os nomes mais comentados, a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS) aparece como uma das principais apostas.
1. Tereza Cristina (PP-MS)
Ex-ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro e atualmente senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina é considerada uma das figuras mais respeitadas do agronegócio brasileiro. Com amplo trânsito no Congresso Nacional e boa relação com diferentes setores políticos, ela é vista como um nome capaz de ampliar o diálogo com o setor produtivo e transmitir experiência administrativa.
Sua atuação durante o Ministério da Agricultura consolidou sua imagem entre produtores rurais, cooperativas e representantes do agronegócio, tornando-a uma das principais opções para compor a chapa presidencial.
2. Daniella Marques (Republicanos)
Economista e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques integra a equipe responsável pela elaboração do programa econômico da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Com passagem pelo Ministério da Economia durante a gestão de Paulo Guedes, ela representa o perfil técnico e liberal que parte da campanha pretende destacar para reforçar a pauta econômica.
3. Bia Kicis (PL-DF)
Deputada federal e uma das parlamentares mais conhecidas do bolsonarismo no Congresso, Bia Kicis é apontada como representante da ala mais ideológica da direita.
Sua atuação em defesa das pautas conservadoras faz dela um dos nomes frequentemente lembrados pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
4. Júlia Zanatta (PL-SC)
Deputada federal por Santa Catarina, Júlia Zanatta ganhou projeção nacional por sua atuação em defesa das pautas conservadoras e da liberdade de expressão.
Ela também é vista como um nome capaz de dialogar com o eleitorado mais jovem da direita.
5. Simone Marquetto (PP-SP)
Deputada federal por São Paulo, Simone Marquetto é considerada uma alternativa para ampliar a presença da chapa entre o eleitorado católico e feminino.
Sua experiência administrativa e perfil moderado são apontados como diferenciais dentro das discussões da pré-campanha.
6. Clarissa Tércio (PP-PE)
Deputada federal por Pernambuco, Clarissa Tércio possui forte ligação com o segmento evangélico e é uma das principais representantes da direita conservadora no Nordeste.
Seu nome é visto como estratégico para ampliar o alcance eleitoral da candidatura na região.
7. Priscila Costa (PL-CE)
Vereadora de Fortaleza e uma das lideranças conservadoras do Ceará, Priscila Costa também aparece entre os nomes analisados pela equipe política.
Ela possui forte atuação junto ao eleitorado cristão e às pautas ligadas à família e aos valores conservadores.
Estratégia da campanha
A avaliação da equipe de Flávio Bolsonaro é que uma candidata a vice pode contribuir para ampliar o diálogo com o eleitorado feminino, fortalecer alianças partidárias e agregar diferentes segmentos da direita brasileira.
Embora ainda não exista uma definição oficial, a escolha deverá levar em consideração fatores como representatividade regional, capacidade de articulação política, experiência administrativa e potencial eleitoral. A decisão deve ser anunciada após novas rodadas de conversas com partidos aliados e lideranças do campo conservador.