Escolhida sete vezes como Cidade Árvore do Mundo, devido às suas vias repletas de árvores e à relação equilibrada entre o meio urbano e o meio ambiente, Campo Grande acolhe os recém-chegados com uma característica singular: a receptividade. É neste contexto em que araras voam pelo espaço aéreo, capivaras compartilham o ambiente com o dia a dia da metrópole e o tereré une os indivíduos que a cidade sul-mato-grossense abriu, na manhã desta segunda-feira (23), o dia inaugural da Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP 15).
Sede da convenção, a qual congrega líderes oriundos de mais de 130 países, Campo Grande atravessa um período memorável ao abrigar uma das mais relevantes reuniões globais direcionadas ao tema do meio ambiente.
A partir dos compromissos iniciais, o julgamento por parte de governantes, comitivas e presentes tem se mostrado convergente: o município foi além do esperado. O complexo estruturado, o planejamento e, sobretudo, o acolhimento dos moradores representaram aspectos bastante elogiados pelos visitantes que desembarcam na Capital.
A prefeita Adriane Lopes enfatizou o papel de destaque do município ao receber o acontecimento e a relevância deste período para a região.
“É uma honra receber um evento dessa magnitude. Isso projeta Campo Grande e a transforma em um marco histórico, não só na pauta das aves e dos animais migratórios, mas também na forma como acolhemos todos que estão aqui”, afirmou.
O presidente da COP 15, João Paulo Capobianco, igualmente enalteceu a infraestrutura e a recepção, sublinhando a percepção favorável dos grupos estrangeiros. Um aspecto adicional que atraiu os olhares dos turistas de fora é a conexão imediata de Campo Grande com o meio ambiente.
“A cidade incorpora a questão ambiental de forma muito positiva. As delegações ficaram impactadas ao ver aves, macacos, capivaras e outras espécies circulando livremente. É uma COP realizada em um lugar onde a natureza está entranhada no cotidiano, o que estimula ainda mais o compromisso ambiental”, destacou Capobianco.
Dentre as pessoas presentes, a indígena Adikayany Aimcupie de igual modo celebrou o município e dividiu sua vivência na Capital.
“Gostei muito. Achei um local muito bonito, com muitas árvores. É uma cidade bastante receptiva. Eu imaginava um clima diferente, mas encontrei um lugar acolhedor. Quero conhecer mais da cultura local, provar o tereré e descobrir a comida típica daqui”, contou.