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Atualidades

Fim das apostas on-line divide influenciadores e internautas

MP assinada por Lula encerra apostas de quota fixa e jogos on-line a partir de 6 de outubro e atinge contratos publicitários de influenciadores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na sexta-feira (25), a Medida Provisória que decreta o fim das apostas de quota fixa e dos jogos on-line no Brasil. A medida, que também suspende a publicidade do setor, provocou reação imediata entre influenciadores digitais que tinham nas plataformas de apostas uma fonte relevante de renda.

Pela MP, sites e aplicativos de apostas devem deixar de funcionar a partir de 6 de outubro. Além de encerrar a operação das plataformas, a medida corta uma das principais receitas de criadores de conteúdo que promoviam casas de apostas em vídeos, transmissões ao vivo e publicações patrocinadas.

Um dos casos que mais repercutiu foi o do campeão do BBB 24, Davi Brito, garoto-propaganda de uma casa de apostas. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele questionou se o fim das plataformas regulamentadas reduziria de fato o número de apostadores no país. "Se você acabar com o mercado regulamentado, o brasileiro vai simplesmente parar de apostar? Vocês acham que o brasileiro vai parar de apostar?", questionou.

O criador de conteúdo Jon Vlogs também criticou a decisão. Além de ter estrelado campanhas publicitárias para casas de apostas, ele é associado à Jonbet, plataforma que leva seu nome — vínculo que tornou sua reação alvo de comentários sobre o interesse direto na manutenção do mercado.

A manifestação de Jon Vlogs entrou em uma compilação de vídeos de influenciadores publicada no X sob o título "Coletânea de choro de influencers com o fim das bets". O material rendeu piadas sobre criadores que, diante da perda das plataformas, passaram a ser cobrados por alternativas de trabalho.

Entre as reações mais exaltadas está a do streamer Yuri22, que publicou um vídeo dirigido a Lula durante uma transmissão marcada por críticas ao governo federal e ao PT.

"Acaba com o cassino que você vai ver."

Yuri22 afirmou ainda ter recebido uma proposta de R$ 11 milhões por mês de uma plataforma de cassino chinesa para divulgar o serviço fora do Brasil. Ele disse ser contrário a cassinos chineses ilegais, mas usou a oferta como exemplo do tamanho do mercado que, segundo ele, existe fora das fronteiras brasileiras.

O jornalista e influenciador Thiago Asmar, conhecido como Pilhado e apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro, também entrou na discussão. Em vídeo publicado no Instagram, Asmar afirmou que o fim das bets afeta a empregabilidade ligada a clubes e eventos de futebol, citando possíveis efeitos sobre o Flamengo.

Enquanto os influenciadores reclamavam da medida, parte do público reagiu de forma oposta. Vídeos de Jon Vlogs, Davi Brito, Rico Melquiades e outros criadores foram reunidos em memes, e a frase "agora vão ter que trabalhar" passou a circular como provocação nas redes.


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Para os críticos da reação, muitos dos criadores não eram apenas observadores do mercado de apostas, mas garotos-propaganda e, em alguns casos, associados às próprias plataformas — o que, na avaliação deles, aproxima o desconforto manifestado da perda de contratos e receitas publicitárias, mais do que de uma defesa da liberdade do apostador.


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