– 27 de julho de 2025
Por Redação | BR Times
O Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) está no centro de uma polêmica após vir à tona a compra de mais de R$ 3 milhões em aparelhos iPhone para uso interno. A aquisição foi feita por meio de licitação publicada no Diário Oficial, e prevê a entrega de centenas de celulares da marca Apple — incluindo modelos topo de linha como o iPhone 14 e iPhone 15 — para membros e servidores do órgão.
Segundo o processo de compra, os smartphones serão utilizados para “modernizar a comunicação institucional, otimizar o trabalho remoto e reforçar a segurança de dados dos promotores e procuradores de Justiça”. No entanto, o alto valor e a escolha por uma das marcas mais caras do mercado geraram forte repercussão negativa entre parlamentares, juristas e a população.
Gasto em meio à crise
O investimento ocorre em um momento de contenção de gastos públicos e dificuldades enfrentadas por diversos órgãos estaduais, como hospitais com falta de insumos e escolas estaduais com estrutura precária. O valor total da licitação, ultrapassando R$ 3 milhões, é considerado excessivo por especialistas em administração pública.
“É um desrespeito com o dinheiro do contribuinte. O MP tem todo o direito de se equipar, mas isso deve ser feito com bom senso e responsabilidade fiscal”, afirmou um auditor aposentado do Tribunal de Contas da União.
Nas redes sociais, a população reagiu com indignação. Termos como “iPhone com dinheiro público” e “luxo no MPMS” viralizaram, com milhares de comentários cobrando explicações do Ministério Público.
MPMS se defende
Em nota oficial, o MPMS declarou que a compra atende a critérios técnicos de compatibilidade com os sistemas utilizados internamente e que os aparelhos possuem longa durabilidade, o que justificaria o investimento. O órgão também afirmou que os celulares adquiridos serão utilizados exclusivamente para o exercício das funções institucionais.
A justificativa, porém, não convenceu parte da opinião pública, que cobra do Ministério Público o exemplo de austeridade que se espera de um órgão que fiscaliza a legalidade dos gastos públicos.