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Domingo, 10 de maio de 2026

Tenente-coronel da PM de Rondônia é preso com carga irregular de emagrecedores na fronteira

BrasilTenente-coronel da PM de Rondônia é preso com carga irregular de emagrecedores na fronteira

Oficial detido na Ponte da Amizade transportava mais de 300 ampolas de tirzepatida; Justiça estipula fiança de R$ 30 mil para conceder liberdade provisória

Foz do Iguaçu — Um oficial de alta patente da Polícia Militar de Rondônia foi detido em flagrante neste sábado (2) ao tentar cruzar a fronteira do Paraguai para o Brasil com um carregamento ilegal de medicamentos. O tenente-coronel Davi Machado de Alencar foi interceptado na Ponte Internacional da Amizade durante uma operação de fiscalização conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal.

O militar ocultava em sua posse mais de 300 ampolas de tirzepatida, um princípio ativo restrito utilizado para o controle glicêmico e redução de apetite em tratamentos de diabetes e obesidade. A bagagem continha ainda quatro unidades de retratutida, uma substância em fase de testes clínicos que sequer possui autorização dos órgãos reguladores para comercialização no mercado formal.

Durante a abordagem, Alencar argumentou que a viagem ao país vizinho tinha o propósito de adquirir os remédios para consumo familiar. A Receita Federal, contudo, apontou que o volume apreendido descaracteriza o uso pessoal e configura transporte irregular. O Código Penal prevê penas de 10 a 15 anos de reclusão para a importação clandestina de produtos sem registro ou autorização sanitária.

Além de integrar o oficialato da Polícia Militar, Alencar figura no Portal da Transparência do governo rondoniense como servidor da Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária. Os dados públicos indicam que o militar recebe uma remuneração bruta de R$ 45.248,35 mensais.

O tenente-coronel foi autuado em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal. Após o registro da ocorrência, a defesa ingressou com um pedido de liberdade provisória, deferido pela Justiça Federal. A soltura foi condicionada ao pagamento de uma fiança no valor de R$ 30 mil, montante que aguarda confirmação de recolhimento para que o oficial possa responder ao processo em liberdade.


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