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Domingo, 10 de maio de 2026

Estudo japonês usa terapia celular para restaurar dopamina em pacientes com Parkinson

CiênciaEstudo japonês usa terapia celular para restaurar dopamina em pacientes com Parkinson

Técnica da Universidade de Kyoto reprograma células sanguíneas e abre nova fase no tratamento de sintomas motores da doença

Kyoto — Uma técnica de medicina regenerativa conduzida pela Universidade de Kyoto apresentou resultados inéditos no tratamento da doença de Parkinson. Imagens cerebrais de sete pacientes voluntários comprovaram o aumento na produção de dopamina dois anos após serem submetidos a um transplante de células.

O avanço estabelece um marco no combate à degeneração neurológica. A doença de Parkinson é caracterizada pela morte progressiva das células responsáveis por produzir dopamina, um neurotransmissor essencial que regula os movimentos, a atenção, o humor e a memória. A escassez contínua dessa substância resulta nos sintomas motores clássicos da condição, como tremores e rigidez muscular.

A base científica do tratamento remonta a 2012, quando o pesquisador japonês Shinya Yamanaka recebeu o Prêmio Nobel de Medicina. Yamanaka demonstrou que é possível reprogramar qualquer célula do corpo para que retorne a um estado semelhante ao de células-tronco embrionárias. A partir dessa descoberta, a equipe médica desenvolveu um método para transformar células comuns nas exatas estruturas neuronais que o cérebro de um paciente afetado perdeu.

O procedimento clínico exige precisão em larga escala. Conforme detalhou o pesquisador responsável pela condução do estudo, Jun Takahashi, o processo inicia na coleta de material biológico. “Primeiro você pega amostra de sangue de doadores. Então, as transformamos em células neurônios produtores de dopamina. Usamos dez milhões de células”, explicou.

Essa carga de células reprogramadas é implantada cirurgicamente em uma área profunda do cérebro conhecida como putâmen. O sucesso registrado nos testes iniciais valida a eficácia da terapia celular como alternativa promissora, projetando um cenário no qual a medicina ganha uma ferramenta prática para reverter as perdas neurais causadoras do Parkinson.


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