A vereadora Luiza Ribeiro (PT/MS) se tornou alvo de um pedido formal de cassação após protagonizar um ato obsceno durante uma manifestação em frente à Prefeitura de Campo Grande, local de trabalho das servidoras Juliana Gaioso e Viviane Tobias. O episódio, amplamente registrado em vídeo e fotos, causou indignação entre servidores municipais e parlamentares, que classificaram a atitude como ofensiva, inaceitável e incompatível com o cargo público.
Pedido de cassação protocolado
O pedido foi protocolado nesta terça -feira, 14 de outubro, pelas servidoras Viviane Tobias e Juliana Gaioso com assessoria jurídica do advogado Oswaldo Meza. No documento entregue à Mesa Diretora da Câmara Municipal, as servidoras solicitam a abertura de um processo disciplinar na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, pedindo a cassação do mandato da vereadora petista.
Segundo a denúncia, durante a manifestação, Luiza Ribeiro — em meio a militantes de esquerda — dirigiu um gesto obsceno e provocativo em direção às servidoras que se encontravam no interior do prédio da Prefeitura. O ato foi interpretado como uma ofensa pessoal e institucional, além de um ataque à dignidade do funcionalismo público feminino.
Repercussão e condenação pública
O gesto obsceno ganhou grande repercussão nas redes sociais e gerou repúdio generalizado. Servidores, vereadores e lideranças comunitárias expressaram indignação, apontando o comportamento da vereadora como uma agressão moral e uma demonstração de intolerância política.
Em nota, Juliana Gaioso destacou:
“Esse tipo de comportamento é inadmissível em uma representante do povo. Estamos falando de um local de trabalho público, onde merecemos respeito. A discordância política não pode se transformar em ofensa ou vulgaridade.”
Viviane Tobias também reforçou a gravidade do caso:
“A Prefeitura é um espaço institucional. Um gesto obsceno, vindo de uma vereadora, é um desrespeito não só às servidoras, mas à cidade inteira.”
Consequências e trâmite
O pedido agora será avaliado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, que poderá instaurar processo para apurar o caso. Conforme o Regimento Interno da Câmara de Campo Grande, a parlamentar poderá ser advertida, suspensa ou cassada, dependendo da gravidade comprovada do ato.