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Domingo, 10 de maio de 2026

Soraya, Catan e Trutis: Confira os políticos de MS que traíram Bolsonaro

BrasilSoraya, Catan e Trutis: Confira os políticos de MS que traíram Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro mantém relação antiga com Mato Grosso do Sul, onde serviu no Exército em Nioaque. Apesar da proximidade histórica com o Estado, Bolsonaro enfrentou dificuldades para consolidar um grupo político fiel desde 2018. Embora tenha impulsionado a eleição de diversos aliados, parte desse grupo acabou o traindo politicamente ao dos últimos anos.

Entre os casos mais citados está o do ex-deputado federal Loester Trutis, conhecido como Tio Trutis. Recentemente, ele foi condenado pela Justiça Eleitoral a devolver mais de R$ 1 milhão em recursos utilizados na campanha eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral concluiu, por unanimidade, que houve desvio de R$ 776 mil do total de R$ 2 milhões recebidos do fundo eleitoral nas eleições de 2022.

O distanciamento de Trutis em relação a Bolsonaro começou ainda no primeiro ano de mandato, em 2019, quando participou de uma viagem de parlamentares do então PSL à China. A visita gerou forte reação entre apoiadores bolsonaristas e abriu uma crise interna no partido. Na ocasião, Trutis também se envolveu em embates públicos com Olavo de Carvalho, episódio que ampliou o desgaste com setores ideológicos ligados ao ex-presidente. Depois disso, manteve distância política e só voltou a mencionar Bolsonaro com mais frequência durante a campanha de 2022, quando tentou sem sucesso a reeleição.

Outro rompimento de grande repercussão foi o da senadora Soraya Thronicke. Eleita em 2018 com o slogan de “senadora de Bolsonaro”, Soraya rompeu com o ex-presidente em 2021 e passou a fazer críticas públicas frequentes. Durante a CPI da Covid, protagonizou confrontos verbais com aliados bolsonaristas e adotou postura crítica em relação ao ex-presidente. Posteriormente, nos debates presidenciais de 2022, intensificou os ataques a Bolsonaro e consolidou o afastamento político. Atualmente, mantém alinhamento com o governo do presidente Lula e é apontada como um dos nomes do petista ao senado no Estado.

No plano estadual, o deputado João Henrique Catan também deixou a base bolsonarista após ter sido reeleito com forte associação à imagem do ex-presidente. Durante a campanha, utilizou materiais eleitorais vinculando sua imagem ao bolsonarismo e fez dobradinha política com o deputado federal Marcos Pollon. No entanto, após divergências sobre o projeto eleitoral em Mato Grosso do Sul, Catan deixou o PL e migrou para o Partido Novo.

A saída ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro divulgar os nomes preferenciais de Bolsonaro para a disputa ao governo e ao senado em Mato Grosso do Sul. Desde então, João Henrique Catan passou a atuar fora do núcleo político ligado ao ex-presidente. Dois fatos chamaram a atenção após a rejeição ao plano político de Flávio para o Estado: o alinhamento de Catan com deputados petistas em votações conjuntas na Assembleia Legislativa e o afeto público recebido do pré-candidato do PT ao governo estadual, Fábio Trad.
Jair Bolsonaro tenta corrigir a rota e se afastar de antigos aliados que o traíram politicamente no Estado. O responsável por essa articulação é seu filho, o senador pelo Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.

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