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Política

Segurança de Janja é acusada de agredir deputada do PT durante evento oficial e caso gera cobrança por esclarecimentos

Incidente envolvendo parlamentar do PT no Rio Grande do Norte gera desgaste interno e expõe falhas nos protocolos de proteção em eventos públicos

Natal — Um incidente envolvendo a equipe de segurança da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, resultou no afastamento de um agente e abriu uma crise interna no Partido dos Trabalhadores (PT). A deputada estadual Divaneide Basílio (PT-RN) denunciou ter sido atingida no rosto por um integrante da comitiva presidencial durante a saída de um evento oficial voltado justamente ao combate à violência contra a mulher, realizado na Arena das Dunas, na capital potiguar.

O episódio ocorreu em meio ao fluxo de dispersão do público ao término das agendas institucionais. Segundo o relato da parlamentar, que estava acompanhada de uma criança no momento do ocorrido, o profissional responsável pelo controle de circulação fechou uma porta de acesso de maneira abrupta. O impacto atingiu diretamente a face da deputada que, apesar do trauma físico, informou não ter sofrido ferimentos de maior gravidade.

A conduta do agente gerou reação imediata devido ao simbolismo da pauta do encontro. Ao tomar conhecimento do fato, a primeira-dama manifestou solidariedade à aliada política e determinou a exclusão do segurança das agendas subsequentes da Presidência da República, enquanto as circunstâncias da abordagem são formalmente apuradas.

O diretório estadual do PT no Rio Grande do Norte endossou a necessidade de responsabilização e divulgou nota oficial exigindo o esclarecimento rigoroso da conduta da equipe de proteção. Parlamentares e apoiadores defendem que a atuação de agentes públicos em recints civis deve observar critérios de proporcionalidade e zelo técnico, evitando falhas operacionais ou excessos de autoridade contra os participantes.

Até o momento, os desdobramentos correm em âmbito administrativo interno. O caso amplia a pressão por respostas claras sobre os procedimentos táticos adotados pela segurança presidencial, com a expectativa de que os órgãos competentes apresentem justificativas formais sobre os limites de atuação das equipes em eventos públicos.


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