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Política

Prefeita de Campo Grande aciona Erika Hilton na Justiça após críticas sobre decreto dos banheiros femininos

Adriane Lopes pede remoção de publicações feitas pela deputada federal, além de indenização por danos morais; parlamentar ainda não apresentou manifestação no processo.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) ingressou com uma ação judicial contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) em meio à repercussão nacional envolvendo o decreto municipal que restringe o uso de banheiros femininos por mulheres trans em espaços públicos da capital sul-mato-grossense.

A ação foi protocolada na Justiça de Mato Grosso do Sul no último dia 6 de julho de 2026 e solicita que a parlamentar remova publicações feitas em suas redes sociais, além do pagamento de R$ 15 mil por danos morais.

A controvérsia começou após a Prefeitura de Campo Grande editar um decreto relacionado ao uso de banheiros femininos em repartições e espaços públicos municipais. A medida provocou forte repercussão nacional, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos.

Entre as vozes contrárias ao decreto esteve a deputada federal Erika Hilton, que utilizou suas redes sociais, especialmente o Instagram e a plataforma X (antigo Twitter), para fazer críticas à administração municipal.

Segundo a petição apresentada pela defesa da prefeita, as publicações feitas por Erika Hilton em 5 de maio deste ano ultrapassaram o campo da crítica política e passaram a atribuir à gestão municipal supostas irregularidades sem a apresentação de provas.

O que pede a prefeita
Na ação, Adriane Lopes requer que a Justiça determine:

* A remoção das publicações feitas pela deputada nas redes sociais;
* O reconhecimento de que houve ofensa à sua honra e imagem;
* O pagamento de R$ 15 mil por danos morais.

A defesa sustenta que as declarações divulgadas pela parlamentar seriam falsas e teriam causado prejuízos à reputação da prefeita, além de comprometer sua imagem pública perante a população.

Argumentos apresentados

Conforme consta na petição, os advogados de Adriane Lopes afirmam que as manifestações da deputada extrapolaram os limites da liberdade de expressão e da crítica política, ao atribuírem fatos considerados inverídicos à administração municipal.

A prefeita argumenta que as publicações tiveram ampla repercussão nas redes sociais e contribuíram para desgastar sua imagem, motivo pelo qual busca reparação judicial.


Até o momento, o processo registra apenas a versão apresentada pela prefeita e sua defesa.
Não há, até agora, manifestação formal da deputada federal Erika Hilton nos autos da ação.
A expectativa é de que, após ser oficialmente citada, a parlamentar apresente sua defesa, oportunidade em que poderá contestar os pedidos e apresentar sua versão dos fatos.


O episódio ocorre em um momento de intenso debate nacional sobre políticas públicas relacionadas à identidade de gênero, direitos das mulheres e utilização de espaços públicos.
Enquanto setores conservadores defendem a medida adotada pela Prefeitura de Campo Grande como forma de garantir a segurança e a privacidade das mulheres, movimentos ligados aos direitos da população LGBTQIA+ classificam o decreto como discriminatório e questionam sua constitucionalidade.

A discussão também reacendeu o debate sobre os limites entre a liberdade de expressão de agentes públicos e o direito à honra, tema que deverá ser analisado pela Justiça ao longo da tramitação do processo.

Até a publicação desta matéria, Erika Hilton ainda não havia se pronunciado oficialmente nos autos da ação judicial, e o caso segue em tramitação na Justiça de Mato Grosso do Sul.
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