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Política

"Ministros do STF são agentes políticos do Lula", diz Flávio Bolsonaro

Candidato do PL defendeu fim do foro privilegiado e criticou "canetadas" da Corte em véspera do primeiro turno

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (3), durante evento de campanha em Americana, no interior de São Paulo, que o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa deixar de atuar como "delegacia de polícia". Segundo ele, ministros da Corte agem como "agentes políticos" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"A corte máxima tem que deixar de ser uma delegacia de polícia. Tem que acabar com foro prerrogativa, tem muita coisa para fazer nessa pauta. Eu lamento que temos os amigos do Lula fazendo de tudo, dando canetada para tentar ajudar o Lula a se reeleger", declarou.

O candidato também sustentou que a Corte perdeu equilíbrio institucional. "O poder está completamente desequilibrado. Ministros não podem ser assessores, ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula e nem de nenhum outro viés ideológico. Então está tudo depravado nesse país", afirmou, sem citar nomes específicos.

A fala ocorre em um momento de renovação iminente na composição do Supremo. Nos próximos quatro anos, três ministros atingirão a idade de aposentadoria compulsória: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A essas vagas se soma a já aberta pela saída de Luís Roberto Barroso, o que dá ao próximo presidente a possibilidade de indicar até quatro integrantes da Corte.

Flávio sinalizou que, se eleito, usaria esse espaço para alterar o perfil do tribunal. "Certamente não vai ter comunista, não vai ter perseguidor de político. Vão ter pessoas centradas, que respeitam a Constituição. São homens e mulheres muito preparadas para devolver a segurança jurídica que o Brasil precisa", disse.

Em entrevista no mesmo dia, o candidato voltou a defender o fim da reeleição presidencial, promessa que já havia feito anteriormente na campanha. "Eu sou o único candidato que está abrindo mão de tentar uma reeleição, porque eu quero em um mandato só se concentrar nos problemas da população brasileira e ajudar de verdade a resolvermos da forma mais rápida possível, sem pensar em reeleição", argumentou.

Ao criticar o adversário, Flávio citou valores do orçamento federal. "Olha o que o Lula está fazendo, gastou mais de R$ 350 bilhões para continuar no poder", disse, sem detalhar a origem do número.

As declarações marcaram o último dia de campanha para o primeiro turno das eleições de 2026. Flávio abriu a agenda com uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, ao lado do governador de São Paulo e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

O trajeto começou por volta das 11h, partindo de Santa Bárbara d'Oeste pela Rodovia Anhanguera (SP-330) até o recinto da Festa do Peão de Americana. "Vê se isso aqui não é sinal de vitória no primeiro turno. Obrigado, São Paulo, obrigado, Brasil. Faltam poucas horas para a gente libertar nosso Brasil", disse Flávio em transmissão nas redes sociais durante o percurso.

Para a tarde deste sábado, a agenda do candidato prevê uma nova carreata, agora no Rio de Janeiro, horas antes do fechamento das urnas para o primeiro turno.


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