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Política

GATE é mobilizado após suspeita de bomba no carro de Flávio Bolsonaro

Cães farejadores detectaram componente químico suspeito, mas nenhum artefato foi encontrado após o primeiro debate do segundo turno na Band

São Paulo — O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado na noite deste domingo (18) para verificar uma suspeita de bomba no carro do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), nos estúdios da Band. A varredura não encontrou nenhum artefato explosivo no local, segundo o esquadrão anti-bombas.

O alerta ocorreu após o senador participar do primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes, no qual enfrentou o presidente Lula. Por medida de segurança, Bolsonaro deixou a emissora no carro do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acompanhado do próprio mandatário. A Polícia Militar foi acionada pela Polícia do Senado, responsável pela segurança do candidato.

Segundo o capitão Victor Capello Haddad, comandante do GATE e responsável pela operação, cães farejadores foram utilizados para localizar possíveis materiais suspeitos e sinalizaram a presença de um componente químico.

"Feita a primeira varredura, os cães passaram e ambos detectaram algum componente químico que os fez sinalizar positivo para um componente químico que pode ser utilizado para a confecção de algum artefato explosivo", disse Haddad.

Questionado se havia sido encontrado algum pacote ou objeto suspeito dentro do veículo, o comandante negou.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que recebeu uma denúncia sobre uma possível ameaça de atentado contra o candidato e que, imediatamente, equipes do GATE da Polícia Militar, incluindo o esquadrão de bombas e cães farejadores, foram enviadas para realizar a varredura. "Após a varredura, nada foi encontrado", informou o órgão.

O episódio aconteceu horas depois de um debate marcado por acusações e provocações diretas entre os dois candidatos. Lula e Bolsonaro discutiram segurança pública, economia, saúde e relações com os Estados Unidos, além da redução da maioridade penal, e trocaram acusações relacionadas a corrupção e investigações.

O encontro ocorreu uma semana antes da votação que vai definir o próximo presidente da República, marcada para 25 de outubro.


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