Ação de Reimont tenta barrar viagem de Flávio aos EUA na segunda-feira, sob alegação de risco de fuga em investigação sobre produtora
O deputado federal Reimont (PT) protocolou nesta quinta-feira (21) um pedido de bloqueio de bens e apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de seus irmãos Eduardo, Carlos e Jair Renan, além do deputado federal Mário Frias (PL-SP) e do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A representação tem como eixo as investigações que apuram o financiamento do filme Dark Horse. O movimento do parlamentar ocorre às vésperas de uma viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, marcada para a próxima segunda-feira (25). A agenda internacional, segundo a pré-campanha do senador, prevê uma tentativa de encontro com o presidente americano Donald Trump, em articulação com o senador Marco Rubio e com Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside no país.
O documento apresentado por Reimont argumenta que a retenção dos documentos evitaria uma suposta fuga. O núcleo da denúncia envolve suspeitas de irregularidades financeiras ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A peça aponta que Flávio Bolsonaro teria recebido transferências milionárias na mesma época em que a gestão de Cláudio Castro no Rio de Janeiro alocou recursos do fundo previdenciário estadual, o Rioprev, em fundos de investimento associados à instituição financeira.
A ramificação da investigação alcança o setor audiovisual por meio da produtora GoUp Entertainment, de Karina Ferreira da Gama. O esquema, de acordo com o pedido, incluiria organizações não governamentais beneficiadas por emendas parlamentares destinadas à produção cinematográfica.
Neste flanco, Mário Frias figura na representação após ser intimado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, para prestar esclarecimentos sobre o direcionamento de emendas a uma ONG atrelada ao projeto. As notificações oficiais, contudo, enfrentam entraves: Frias está em viagem ao Bahrein e o endereço funcional registrado na Câmara dos Deputados não viabilizou a entrega da intimação.
O pedido de medidas cautelares contra o grupo político aguarda análise e, até o momento, não há decisão judicial proferida sobre o bloqueio de contas ou a restrição de viagens.
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