Ação bloqueia até R$ 10,4 bilhões em bens; empresário apontado como elo com facção criminosa segue foragido
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Exchange com o objetivo de desarticular uma rede internacional de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Entre os sete presos na ação está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções econômicas impostas pelo governo dos Estados Unidos na última quarta-feira por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ofensiva policial cumpre 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em endereços na capital paulista, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Para asfixiar a estrutura financeira do grupo, a Justiça determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos que alcançam o montante de R$ 10,4 bilhões.
O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que também figura na lista de sanções norte-americanas, está entre os procurados pela Polícia Federal, mas encontra-se foragido. Segundo as investigações, os dois utilizavam codinomes para despistar as autoridades: Shimada era chamado de "o Japa", enquanto Stella adotava o apelido de "Lara Croft".
De acordo com a acusação, Stella era responsável por organizar a coleta dos recursos ilícitos, e Shimada atuava como elo com traficantes ligados à facção criminosa no Brasil. O inquérito brasileiro sobre lavagem de dinheiro, contudo, não formaliza o empresário como integrante da estrutura faccional.
As sanções dos Estados Unidos, motivadas por uma investigação conduzida na Flórida, determinam o bloqueio imediato de todos os bens dos investigados em território americano, estendendo-se a qualquer empresa em que possuam participação igual ou superior a 50%. Todos os detidos na operação estão sendo conduzidos para a sede da Polícia Federal em São Paulo.
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