Pelo menos 36 pessoas morreram e outras 279 continuam desaparecidas após um incêndio de grandes proporções atingir torres residenciais no distrito de Tai Po, em Hong Kong, nesta quarta-feira. A tragédia já é considerada o pior incêndio da região em três décadas, chocando autoridades e moradores.
As chamas se espalharam rapidamente, alimentadas por andaimes de bambu e redes de proteção altamente inflamáveis, estrutura comum em prédios em reforma na Ásia. Em poucos minutos, o fogo consumiu vários andares, deixando famílias inteiras sem chance de fuga.
A polícia local prendeu três homens suspeitos de homicídio culposo, enquanto a investigação tenta esclarecer se houve negligência na obra ou na instalação dos materiais inflamáveis.
O presidente da China, Xi Jinping, ordenou “esforço total” das equipes de resgate para localizar sobreviventes, enquanto o chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, confirmou que um bombeiro está entre as vítimas fatais, o que deixou a tragédia ainda mais comovente.
Equipes de emergência continuam trabalhando em condições extremas, e o número de desaparecidos preocupa as autoridades, que admitem que o total de mortos pode aumentar.