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Domingo, 10 de maio de 2026

Hotel Washington Hilton, onde ocorreu o ataque a tiros contra Trump, marca segundo atentado presidencial em sua história

MundoHotel Washington Hilton, onde ocorreu o ataque a tiros contra Trump, marca segundo atentado presidencial em sua história

Washington Hilton volta ao centro do debate sobre segurança após retirada de presidente; em 1981, Ronald Reagan foi baleado no mesmo edifício

Washington — A retirada às pressas de Donald Trump do jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, sob o som de disparos no último sábado (25), colocou o Hotel Washington Hilton novamente nas páginas de episódios de violência contra chefes de Estado americanos. O perímetro que registrou a tentativa de invasão armada neste fim de semana é exatamente a mesma área externa onde o ex-presidente Ronald Reagan quase perdeu a vida há 45 anos.

O incidente atual interrompeu abruptamente um evento que reunia mais de 2.000 convidados, entre integrantes da elite política, autoridades governamentais e jornalistas. Um homem armado tentou romper o robusto bloqueio de segurança, que contava com detectores de metal e checagem estrita de credenciais. Houve troca de tiros com o Serviço Secreto e um agente americano foi atingido, sobrevivendo sem gravidade apenas pelo uso de colete à prova de balas.

A identidade e o perfil do agressor revelam um cenário atípico para o Serviço Secreto. O indivíduo detido é um professor premiado e desenvolvedor de jogos de 31 anos, com sólido histórico de formação em engenharia e ciência da computação, residente em Torrance, nos subúrbios de Los Angeles. Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump revelou que o suspeito conseguiu contornar o perímetro portando diversas armas e foi taxativo ao descrevê-lo. “Já entraram no apartamento dele. É um lobo solitário e uma pessoa muito doente”, declarou o presidente.

A pronta resposta da equipe de proteção foi celebrada no alto escalão do governo americano. Trump fez questão de assegurar que a contenção da ameaça e a sua própria evacuação ocorreram de maneira impecável. “Fomos muito bem cuidados, fomos retirados rapidamente”, relatou o líder republicano, aproveitando para homenagear o oficial baleado no confronto. “Ele está se sentindo bem. Nós falamos que o amamos e o respeitamos”.

A crise na capital federal reaviva de imediato a memória política do dia 30 de março de 1981. Naquela tarde, Ronald Reagan, que cumpria apenas seu 69º dia de mandato, deixava o mesmo Washington Hilton após proferir um discurso para sindicalistas da AFL-CIO. Em direção à limusine presidencial, John Hinckley Jr. disparou uma sequência de tiros contra a comitiva, perfurando o pulmão do então presidente e ferindo gravemente o porta-voz James Brady, além do agente Tim McCarthy.

Inaugurado em 1965, o hotel foi concebido arquitetonicamente com um salão principal estratégico, voltado para receber grandes autoridades com discrição e garantir rotas de evacuação controladas. Atualmente gerido por um fundo de investimentos em parceria com a rede Hilton, o complexo reafirma, pelo peso de um acaso histórico, os desafios contínuos e a complexidade do esquema de segurança em torno do presidente dos Estados Unidos.


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