O empresário José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi encontrado morto no estado de Jalisco, no México, dias após ter sido sequestrado enquanto viajava com a família. O caso gerou forte repercussão e acendeu um alerta sobre a escalada da violência no país.
De acordo com as informações apuradas, o sequestro ocorreu no final de dezembro, em uma rodovia que liga Talpa de Allende a Puerto Vallarta, uma região turística bastante frequentada. Homens armados interceptaram o veículo em que o empresário estava, levaram José Adrián e liberaram a companheira e os filhos no local, sem ferimentos.
Dias depois, o corpo do empresário foi localizado próximo à área onde ocorreu o sequestro. Segundo a promotoria de Jalisco, o cadáver apresentava sinais evidentes de violência, reforçando a suspeita de execução após o rapto.
Um dos pontos que mais chamou a atenção das autoridades é o fato de não ter havido contato dos sequestradores com a família, tampouco pedido de resgate. Esse detalhe levanta hipóteses de que o crime possa estar relacionado a disputas criminosas ou outros interesses ainda sob investigação.
As autoridades mexicanas informaram que o caso segue em apuração e que diferentes linhas de investigação estão sendo analisadas. Até o momento, não há informações oficiais sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao crime.
A morte de José Adrián Corona Radillo causa comoção no meio empresarial e reacende o debate sobre a insegurança enfrentada até mesmo por grandes empresários no México, país que enfrenta há anos uma grave crise de violência ligada ao crime organizado.