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Mato Grosso do Sul

Isolada politicamente, Simone Tebet perde espaço entre MDB e PT em Mato Grosso do Sul

A ministra do Planejamento do governo Lula e ex-senadora Simone Tebet (MDB) vive um dos momentos mais delicados de sua trajetória política em Mato Grosso do Sul. Apesar de ocupar um cargo de destaque em Brasília, Tebet enfrenta crescente isolamento no cenário estadual, perdendo apoio tanto dentro do MDB quanto entre os aliados do PT.

Fontes políticas apontam que a aproximação de Tebet com o presidente Lula desagradou profundamente lideranças tradicionais do MDB sul-mato-grossense, que veem na ministra uma figura cada vez mais distante dos ideais e da base histórica do partido. O ex-governador André Puccinelli, principal nome emedebista no Estado, chegou a declarar publicamente desconforto com a postura da ministra e sua aliança com o governo petista.

“Se ela quer ser candidata ao Senado, é um direito que ela tem. Mas, se filia ao partido do Lula e sai com o Lula. Se quiser continuar apoiando o presidente, que seja em outro partido, não no MDB”, disse Puccinelli em entrevista recente, relembrando que o PT é um adversário político tradicional do MDB em Mato Grosso do Sul.

A relação de Tebet com o PT também não é das melhores. Apesar da parceria institucional em Brasília, lideranças petistas regionais mantêm resistência à ministra, que já foi uma das vozes mais firmes contra o partido em disputas passadas.

Com portas se fechando nos dois principais grupos políticos do Estado, Tebet enfrenta um cenário de enfraquecimento político em seu próprio reduto. O isolamento da ministra evidencia o custo de sua aliança com Lula, que, em vez de fortalecer sua projeção nacional, acabou minando as pontes com antigos aliados e afastando a base tradicional que a projetou.

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MDBPTSimone Tebet
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