Política de segurança jurídica e atração de megafábricas gerou mais de 72 mil vagas formais sob gestão estadual recente.
A consolidação de um ambiente de negócios voltado à segurança jurídica e ao aprimoramento logístico transformou o cenário econômico de Mato Grosso do Sul. Desde 2015, o estado atraiu cerca de R$ 140 bilhões em aportes da iniciativa privada, volume que impulsionou a criação de mais de 72 mil empregos com carteira assinada durante a gestão de Reinaldo Azambuja (2015-2022).
O impacto macroeconômico reflete-se na reconfiguração demográfica e comercial de municípios do interior. Em Inocência, cidade de 8,7 mil habitantes, a instalação da megafábrica de celulose da Arauco provocou uma onda migratória de trabalhadores e estimulou o empreendedorismo local.
Elizangela da Silva, que deixou a capital paulista rumo ao município sul-mato-grossense, iniciou as atividades vendendo refeições por entrega. O fluxo gerado pelas obras exigiu a abertura de um restaurante físico. "A cada dia chega mais trabalhadores na cidade, aí foi dando certo, o movimento aumentou muito", relatou a empresária, que hoje atende os operários do complexo industrial.
O Projeto Sucuriú, conduzido pela Arauco, prevê a contratação de até 14 mil operários no canteiro de obras e a geração de outros 20 mil postos de trabalho indiretos no ecossistema de serviços da região. Quando a operação for iniciada, o complexo demandará 6 mil empregados permanentes nas frentes industrial, florestal e de logística. A movimentação também beneficiou o motorista Daniel de Sá, que migrou para o estado em busca de oportunidades e rapidamente foi absorvido pelo setor de transportes para atender à companhia.
A ofensiva de industrialização abrangeu mais de mil empresas ao longo dos últimos anos. Antes da chegada da Arauco, o estado já havia recebido a unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo — classificada como a maior linha única de produção de celulose do mundo. O projeto demandou 10 mil profissionais na fase de edificação e mantém 3 mil postos ativos na operação atual.
Paralelamente aos aportes privados, o governo estadual executou R$ 8 bilhões em investimentos públicos direcionados a saneamento, habitação e pavimentação de mais de mil quilômetros de rodovias. Para o setor agropecuário, a infraestrutura viária alterou a logística de escoamento. O produtor rural Celso Villani, de Maracaju, ressaltou que o asfaltamento resolveu o problema constante de maquinários atolados. "A modernidade veio, o progresso chegou. A agricultura pujante dessa região, que é de muita produção, precisava muito de um asfalto aqui", afirmou Villani.
A política de atração de capital produtivo, fundamentada na desoneração estratégica, é defendida pelo ex-governador e atual candidato ao Senado, Reinaldo (PL), como modelo de desenvolvimento a longo prazo. "Nós trocamos imposto por emprego. Esses grandes investimentos que recebemos vão muito além do ‘boom’ da época da construção, eles deixam muita coisa para o futuro", declarou o candidato, enfatizando o fortalecimento estrutural da economia sul-mato-grossense.
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