Campo Grande se tornou palco de um encontro estratégico nesta semana 2 e 3 de outubro quando o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), recebera o presidente do Paraguai, Santiago Peña, para tratar do andamento e das perspectivas da Rota Bioceânica, projeto que promete transformar a logística sul-americana e fortalecer o comércio internacional.
Integração continental e novo eixo logístico
A Rota Bioceânica, considerada um dos projetos mais ambiciosos da região, conectará o Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, reduzindo em até 8 mil quilômetros a distância de exportação entre o Centro-Oeste brasileiro e o mercado asiático, via Oceano Pacífico.
O trajeto prevê a utilização da Ponte Internacional que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (Paraguai), inaugurando uma nova era de integração e competitividade.
Segundo Riedel, a reunião simboliza mais do que cooperação:
“Estamos falando de um corredor que vai impactar diretamente a economia do Brasil e do Paraguai, fortalecendo nossas exportações, gerando empregos e abrindo novas oportunidades para os produtores rurais e para a indústria de Mato Grosso do Sul”, destacou o governador.
Benefícios para Mato Grosso do Sul
A obra, aguardada há décadas, deverá consolidar Mato Grosso do Sul como hub logístico do Cone Sul. Entre os principais impactos esperados estão:
• Redução de custos de transporte para o agronegócio e a indústria;
• Maior competitividade para exportações de grãos, carnes e minérios;
• Fortalecimento das cidades fronteiriças, como Porto Murtinho, com novos investimentos e aumento do fluxo comercial;
• Integração cultural e turística entre os países do corredor bioceânico.
Paraguai como parceiro estratégico
O presidente Santiago Peña reforçou que o Paraguai está comprometido com o avanço do projeto:
“A Bioceânica é muito mais que uma rota. É uma aliança de desenvolvimento entre nossos povos. Queremos fazer dela um exemplo de prosperidade e integração para toda a América do Sul”.
Próximos passos
Além da ponte em Porto Murtinho, a agenda entre Brasil e Paraguai inclui investimentos em infraestrutura viária, aduanas mais modernas e parcerias público-privadas para acelerar a implantação do corredor.
Estudos indicam que, uma vez concluída, a Rota Bioceânica poderá movimentar bilhões de dólares em comércio anual, colocando Mato Grosso do Sul em posição privilegiada na geopolítica do continente.