Com 16 projetos selecionados, a quarta edição do programa expande modalidades de ingresso para fortalecer a produção científica escolar no estado.
O Bioparque Pantanal abriu nesta sexta-feira as atividades da quarta edição do seu Clube de Ciências. O programa reúne estudantes e professores de diferentes instituições de ensino de Mato Grosso do Sul em um cronograma voltado à pesquisa, inovação e produção científica regional.
Ao longo deste semestre, os grupos selecionados se dedicarão ao desenvolvimento de produtos científicos. As propostas estão alinhadas a diretrizes estratégicas de relevância pública, contemplando temas como sustentabilidade ambiental, questões sociais, práticas educacionais inovadoras, desenvolvimento e inovação tecnológica.
No total, 16 projetos já começaram a ser executados pelas equipes estudantis. O grupo seguirá um calendário rigoroso de encontros semanais, contando com o suporte técnico e a orientação direta de profissionais do complexo, reconhecido como o maior aquário de água doce do mundo.
Uma das principais novidades desta edição é a reformulação nos critérios de acesso, que passou a contar com três modalidades distintas de ingresso. Foram implementadas as categorias de continuidade de projetos ou novas propostas de escolas parceiras, participação em projetos institucionais e o ingresso regular tradicional.
A diversificação dos formatos de entrada visa consolidar a aproximação entre a educação básica, o corpo de pesquisadores e a estrutura do bioparque. A iniciativa busca dar sustentabilidade a investigações científicas de longo prazo, evitando a descontinuidade de pesquisas promissoras iniciadas em anos anteriores.
A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destacou o papel institucional do espaço no fomento do capital intelectual jovem. Segundo a dirigente, “o projeto mostra que o empreendimento vai muito além de um espaço de visitação, somos um grande centro de pesquisa e conhecimento”, ressaltando que o início dos trabalhos impulsiona a vocação científica regional.
A recepção oficial das equipes foi conduzida pelos coordenadores do projeto, que guiaram professores e alunos em um reconhecimento técnico da estrutura do local. A dinâmica prática do clube pretende aproximar o ambiente escolar da rotina de laboratórios e da metodologia de pesquisa aplicada.
A continuidade prática dos estudos é exemplificada por Sabrina Dias Ferreira, aluna da Escola Estadual José Serafim Ribeiro, localizada no município de Jaraguari. Entusiasmada com a nova etapa, ela relatou os avanços obtidos pelo seu grupo no ciclo anterior: “No ano passado, nós produzimos sabonetes e cremes corporais utilizando a farinha e a casca do jatobá. Neste ano o foco está sendo pesquisar a importância do fruto e seu contexto histórico na cidade”.
A meta estrutural do programa é organizar o pensamento crítico e a autonomia intelectual entre as novas gerações. De acordo com Bruno Lima, um dos coordenadores do Clube de Ciências, o foco central das atividades é transformar a percepção de futuro dos jovens por meio do rigor metodológico. O trabalho atua para promover o questionamento científico e a popularização da ciência de forma acessível.
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