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Guerra

Trump dispara novamente contra parceiros da Otan: ‘Covardes. Nós vamos nos lembrar’

Os novos ataques verbais aconteceram a despeito de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda — nações que integram a Otan — e o Japão declararem prontidão para auxiliar na desobstrução do Estreito de Ormuz.

Nesta sexta-feira (20), Donald Trump rotulou os parceiros da Otan como “covardes”, afirmando que as nações “não quiseram entrar na luta” no que diz respeito ao conflito armado contra o Irã.

As recentes queixas de Trump surgiram mesmo com o aceno de Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Holanda (países-membros da Otan), além do Japão, garantindo estar a postos para colaborar na liberação do Estreito de Ormuz, importante via marítima para o escoamento de petróleo.

Na visão de Trump, os Estados da Otan não auxiliaram os norte-americanos na missão de impedir que o regime iraniano alcance a bomba atômica, tampouco cooperaram para a reabertura do Estreito de Ormuz, limitando-se a “reclamar” da cotação do barril de petróleo.

A Otan configura-se como uma coalizão militar composta por 32 nações, englobando os EUA, o Canadá e outros 30 Estados da Europa.

(Donald Trump em reunião com a primeira-ministra do Japão nas dependências da Casa Branca)

O líder dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou nesta sexta-feira (20) os parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como “covardes”, declarando que os países “não quiseram entrar na luta” no contexto da guerra contra o Irã.

As novas críticas do republicano vieram à tona mesmo depois de nações integrantes da Otan — Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Holanda —, em conjunto com o Japão, terem manifestado que estão preparadas para colaborar com a liberação do Estreito de Ormuz, rota marítima fundamental para o petróleo.

Localizado em uma das extremidades do estreito, o Irã comunicou o fechamento da travessia e tem promovido investidas contra as embarcações que navegam pelo local.

Conforme as palavras de Trump, os membros da Otan não deram suporte aos EUA na ofensiva para barrar a obtenção de uma arma nuclear por parte do Irã, também não colaboraram na reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado por Teerã nos primórdios da guerra, e se restringem a “reclamar” a respeito dos valores do petróleo.

A Otan consiste em um bloco militar integrado por 32 nações, abarcando os Estados Unidos, o Canadá e 30 países europeus.

“Sem os EUA, a OTAN é um tigre de papel! Eles não quiseram entrar na luta para impedir um Irã com capacidade nuclear. Agora que essa luta está vencida militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz — uma manobra militar simples que é a principal razão para os altos preços do petróleo. É tão fácil para eles fazer isso, com tão pouco risco. COVARDES, e nós VAMOS LEMBRAR!”, disparou Trump em uma postagem veiculada na rede social Truth Social.

Desgaste diplomático

Apesar de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda (filiados à Otan) e Japão terem indicado disposição em auxiliar na desobstrução do Estreito de Ormuz, tais governos não detalharam de que maneira executariam esse apoio.

A passagem marítima situada no Oriente Médio é crucial para o transporte de petróleo. Através dessa rota, transitam navios carregando aproximadamente 20% de todo o óleo consumido em escala global.

Na última quinta-feira (19), Pete Hegseth, secretário de Guerra dos Estados Unidos, já tinha classificado os parceiros europeus como “ingratos”.

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