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Guerra

Israel retoma ofensiva em Gaza e Hamas acusa violação de cessar-fogo

Ordem para “ataques poderosos” foi emitida por Benjamin Netanyahu; trégua estava em vigor há duas semanas no território palestino

O governo israelense determinou, nesta terça-feira (28), a retomada imediata dos bombardeios contra a Faixa de Gaza. A decisão de realizar “ataques poderosos”, instruída pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, interrompe um acordo de cessar-fogo que estava vigente há duas semanas com o Hamas.

Um comandante das Forças Armadas de Israel declarou à agência de notícias Reuters que a ofensiva é uma resposta a uma suposta violação anterior do acordo. Segundo esta fonte militar, membros do Hamas teriam atacado soldados israelenses posicionados no território palestino.

O Hamas, por sua vez, negou a alegação de ataque e acusou Israel de ser o responsável pela quebra da trégua. Como contramedida, o grupo anunciou a suspensão da devolução do corpo de um refém que morreu em cativeiro. Essa entrega estava programada para ocorrer nesta terça-feira (28) como parte das condições do acordo.

Em comunicado oficial, o governo de Israel confirmou a diretriz do primeiro-ministro. “Após as consultas de segurança, o primeiro-ministro Netanyahu instruiu o escalão militar a realizar imediatamente ataques poderosos na Faixa de Gaza”. Até a última atualização desta matéria, o governo não havia detalhado oficialmente o motivo específico da retomada, além da declaração do comandante militar.

A tensão aumentou mais cedo, quando fontes do governo israelense acusaram o Hamas de ter entregue restos mortais que, segundo Israel, pertenciam a um refém cujos restos já haviam sido recuperados pelas forças do país no começo do conflito.

O cessar-fogo foi estabelecido com mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pelo acordo, Israel cessaria os ataques em troca da devolução, por parte do Hamas, dos corpos de 28 reféns mortos em cativeiro. Estes reféns foram sequestrados na invasão de 7 de outubro de 2023. Além disso, 20 reféns vivos já haviam sido libertados pelo Hamas nos dias seguintes ao início da trégua.

Se a quebra for confirmada, esta é a segunda violação desde o início da trégua, em 10 de outubro. No dia 19 de outubro, Israel realizou bombardeios no sul de Gaza, alegando uma violação por parte do Hamas. Naquela ocasião, o cessar-fogo foi restabelecido no mesmo dia.

O conflito na região teve início em 7 de outubro de 2023, após uma invasão do Hamas a Israel que resultou em mais de 1.200 mortos e no sequestro de mais de 200 pessoas. A resposta israelense tem sido o bombardeio contínuo da Faixa de Gaza. Segundo o governo local, controlado pelo Hamas, o número de mortos no território palestino ultrapassa 65 mil.

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