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Domingo, 10 de maio de 2026

Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete nacional, aos 68 anos

EsporteMorre Oscar Schmidt, lenda do basquete nacional, aos 68 anos

Conhecido como “Mão Santa”, o eterno camisa 14 da seleção brasileira faleceu na Grande São Paulo; cerimônias de despedida serão restritas aos familiares.

Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, no município de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. O ex-jogador de basquete faleceu após passar mal, tendo sido encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), na região de Alphaville. A causa clínica exata do óbito não foi divulgada.

Em nota oficial, a família lamentou a perda do ídolo esportivo e confirmou que o velório e o sepultamento serão realizados de maneira reservada. “Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral”, informou o comunicado. Os familiares também solicitaram privacidade para o momento de luto e agradeceram as manifestações de solidariedade.

O quadro de saúde do ex-atleta envolvia um diagnóstico de câncer no cérebro, detectado em 2011, que exigiu cirurgias ao longo dos anos. Em 2022, o ex-jogador relatou ter suspendido o tratamento quimioterápico por conta própria, afirmando na época considerar-se curado. Recentemente, no último dia 8 de abril, ele não compareceu à cerimônia que o introduziu ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), no Rio de Janeiro, pois se recuperava de um procedimento cirúrgico. Naquela ocasião, seu filho, Felipe Schmidt, representou-o e declarou que o pai estava “só um pouco cansado”.

Nascido em Natal (RN), no ano de 1958, Oscar migrou para as quadras após perceber que sua estatura limitaria seu desempenho no futebol. A transição forjou o maior pontuador da história do esporte durante décadas, com 49.737 pontos anotados ao longo de sua carreira. Essa marca absoluta foi ultrapassada somente em 2024, quando o americano LeBron James alcançou 49.760 pontos em partidas oficiais.

A trajetória profissional do camisa 14 consolidou-se internacionalmente, mesmo com sua recusa em atuar na liga profissional americana. Selecionado no draft da NBA pelo New Jersey Nets em 1984, e recebendo novos convites em 1992, Oscar optou por rejeitar os contratos. A decisão baseava-se em uma regra da época imposta pela Federação Internacional de Basquete (Fiba), que proibia jogadores vinculados à liga dos Estados Unidos de defenderem suas seleções nacionais.

Pela equipe brasileira, o legado foi histórico. Ele participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, de Moscou (1980) a Atlanta (1996), estabelecendo-se como o único atleta a cruzar a barreira dos mil pontos na competição, com um total de 1.093 pontos. Seu currículo inclui ainda a conquista da medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987.

Reconhecido mundialmente, Oscar integra os Halls da Fama da Fiba e da NBA. “Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias”, resumiu seu filho na homenagem do COB realizada dias antes de sua morte.


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