Reunião planejada para terça-feira vai discutir os impactos da Medida Provisória
A proibição de sites de apostas no futebol brasileiro, determinada pela Medida Provisória publicada na última sexta-feira (25), gerou reações negativas entre os clubes. Para abordar as preocupações dos times, o governo federal, através do ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, está organizando uma reunião com representantes dos clubes, prevista para a próxima terça-feira (28).
O ministro enfatizou que a intenção do governo é ouvir as demandas dos times e explorar formas de mitigar eventuais prejuízos decorrentes da restrição. Em 2025, as apostas geraram R$ 1,143 bilhão em patrocínios para os 20 clubes de maior receita do país, conforme estudo da Sports Value.
Embora o montante seja significativo, Paulo Henrique Cordeiro afirmou que "o futebol sempre viveu sem as bets", sinalizando que a indústria poderia se ajustar à nova realidade. No entanto, clubes influentes, como o Flamengo e o Fluminense, se manifestaram contra a medida. O Flamengo criticou a mudança repentina no marco regulatório e reconheceu que recebe R$ 268,5 milhões anualmente de um site de apostas. Já o Fluminense, que conta com R$ 52 milhões na mesma modalidade, pediu um "período de transição adequado".
A Medida Provisória estabelece que as plataformas de apostas devem encerrar suas operações até 6 de outubro, enquanto apostadores têm até 5 de outubro para retirar seus saldos. Além disso, as empresas devem remover publicidade e marcas associadas a contratos de patrocínio até as mesmas datas. Antes da implementação da proibição, as empresas de apostas enviaram notificações aos clubes sobre a potencial rescisão de contratos gerados sob a nova normativa.
O governo também apresentou ao Congresso Nacional um projeto de lei que visa criminalizar a exploração e operação de apostas de quota fixa após a proibição, previsão que define pena de 4 a 6 anos de reclusão, além de multa, mesmo que a operação tenha autorização de uma autoridade externa.
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