ÚLTIMAS DO MUNDO
Sem notícias de Mundo no momento.
Ver tudo em Mundo
EXPLORE POR CATEGORIA
Voltar para início
Brasil

Senadora Soraya ataca advogados do 8 de Janeiro e causa revolta ao sugerir investigação contra quem apenas cumpre a lei

A senadora Soraya Thronicke voltou a protagonizar mais um episódio desastroso no Senado e desta vez conseguiu gerar indignação até mesmo entre profissionais historicamente neutros no embate político: os advogados. Durante a sabatina do procurador-geral da República, Paulo Gonet, a senadora insinuou que defensores dos presos do dia 8 de janeiro deveriam ser investigados. A fala foi tamanha aberração que imediatamente repercutiu pelo país.

Em seu discurso, Soraya afirmou que “não passaria pano” para alguns advogados e que muitos teriam “desgraçado a vida” de seus próprios clientes. O ataque gratuito e genérico atingiu diretamente um dos pilares mais básicos do Estado de Direito: a garantia da ampla defesa. Mais grave ainda, colocou sob suspeita profissionais que apenas cumprem o dever constitucional de representar seus clientes perante a Justiça.

A senadora chegou a afirmar que advogados de todos os cantos do país estariam envolvidos em um suposto “conluio” por trás dos réus presos nos atos do 8 de janeiro. Segundo a própria Soraya, as histórias semelhantes apresentadas pelos acusados seriam motivo para investigar seus defensores. Um salto lógico tão absurdo que fez o país inteiro questionar se a senadora compreende minimamente o papel da advocacia.

A declaração é vista como mais um ataque político disfarçado de moralismo, vindo exatamente de quem tenta se manter relevante após sucessivas perdas de apoio dentro da própria direita. Ao insinuar irregularidade sem apresentar um único fato concreto, Soraya acaba reforçando a perseguição política já denunciada por vítimas do ativismo judicial e por diversos juristas independentes.

O Movimento Advogados de Direita Brasil reagiu imediatamente e classificou a fala da senadora como um ataque direto ao direito de defesa, à independência da classe e aos alicerces democráticos do país. E não é para menos. Criminalizar quem defende clientes é típico de regimes autoritários, nunca de uma República séria.

O que mais chama atenção é o tom de deboche utilizado pela senadora ao se referir aos presos e aos defensores, como se riscar da Constituição direitos básicos fosse algo aceitável. Em vez de fiscalizar abusos, Soraya prefere a narrativa fácil que agrada aos que aplaudem a criminalização seletiva e acham normal destruir vidas em nome de palanque.

Enquanto isso, milhares de famílias seguem aguardando justiça de verdade, aquela que respeita o devido processo legal e não a versão distorcida que certos políticos tentam impor para manter manchetes e curtidas. O Brasil já tem problemas suficientes para ainda lidar com discursos que flertam com autoritarismo e tratam profissionais da lei como inimigos.

Se a senadora queria destaque, conseguiu. Mas o resultado foi o oposto do que imaginava. Em 2026, como disse um cidadão revoltado, talvez Soraya realmente descubra o que significa “não passar pano” quando a própria população decidir varrer das urnas quem ataca a democracia enquanto finge defendê-la.

Anuncie aqui Alcance leitores em todo o Brasil. Fale com o comercial do BR Times.
8 de JaneiroSoraya Thronicke
Compartilhar: