Após três meses de trabalho intenso, bairro que sofria com erosões e valetas recebe 7 mil m³ de cascalho; prefeito anuncia que projeto de asfalto para parte da região já tem recursos garantidos.
A Secretaria Municipal de Obras Públicas de Dourados está concluindo um trabalho histórico de infraestrutura na região da Campina Verde. Nesta segunda-feira (26), o prefeito Marçal Filho vistoriou a reta final do serviço de cascalhamento, que visa devolver a mobilidade aos moradores após anos de degradação das vias causada pelas chuvas.
As obras, iniciadas em outubro, duraram cerca de 90 dias e abrangeram uma área de 60 mil metros quadrados. O foco atual das máquinas está na Rua Sérgio Arouca, uma das mais críticas do bairro, onde estão sendo realizados o nivelamento, a compactação do solo e a aplicação do cascalho.

Planejamento Técnico e Drenagem
Diferente de ações paliativas anteriores, a intervenção atual contou com um levantamento topográfico completo. O objetivo foi corrigir o escoamento das águas pluviais, garantindo uma distribuição correta da corrente hídrica para evitar a formação de novas valetas e erosões profundas, problemas crônicos que tornavam as ruas intransitáveis.
Para aumentar a durabilidade do serviço, a Prefeitura adotou materiais distintos conforme a importância da via:
- Vias principais: Receberam “fresa”, um material reciclado derivado da retirada de asfalto antigo.
- Demais ruas: Foram recuperadas com cascalho natural (fragmentos de rochas e minerais).

Futuro: Asfalto e Urbanização das “Sitiocas”
A Campina Verde é a terceira área de antigas chácaras (“sitiocas”) a receber melhorias nesta gestão, seguindo o cronograma que já atendeu o Campo Belo e o Ouro Fino. Essas regiões, que surgiram sem infraestrutura básica, foram absorvidas pelo perímetro urbano e agora integram o planejamento de investimentos públicos.
Segundo o prefeito Marçal Filho, embora o cascalhamento traga segurança imediata, há planos maiores para o local: “O asfalto virá posteriormente para parte da região, pois já temos recursos assegurados”.
Impacto na Comunidade
A transformação é sentida por moradores antigos, como José Antônio Paulo de Azevedo, que relatou tempos difíceis onde a comunidade precisava usar entulho para tapar valas de mais de um metro de profundidade. “Hoje, é a primeira vez que vejo um cascalhamento bem feito aqui. Posso dizer que é a primeira vez que pago o IPTU com orgulho”, afirmou o morador.
