O parlamentar vai se desligar do União Brasil. A migração para o Partido Liberal marca o distanciamento da agremiação de Valdemar Costa Neto em relação ao atual chefe do Executivo estadual, Ratinho Jr (PSD), que desponta como pré-candidato à Presidência.
O senador Sergio Moro tem saída prevista do União Brasil para a próxima semana, visando assinar a ficha de filiação ao PL, legenda comandada por Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, com o objetivo de concorrer ao governo do Paraná.
O ex-juiz selou esse entendimento nesta quarta-feira (18), na esteira de uma série de reuniões em Brasília com caciques de sua atual legenda e da futura casa partidária. O ato de filiação será formalizado por meio de um evento na capital do país.
O ingresso de Moro nas fileiras do PL simboliza uma ruptura do partido com Ratinho Junior (PSD), atual governador do Paraná, o qual deve entrar na corrida pelo Palácio do Planalto no pleito deste ano.
Logo após conquistar a vaga no Senado em 2022, Sérgio Moro enfrentou um pedido de perda de mandato encabeçado pelo próprio PL, sob a acusação de uso abusivo da máquina política e de poder financeiro no decorrer do período eleitoral.
O senador Sergio Moro tem saída prevista do União Brasil para a próxima semana, visando assinar a ficha de filiação ao PL, legenda comandada por Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, com o objetivo de concorrer ao governo do Paraná.
O ex-juiz selou esse entendimento nesta quarta-feira (18), na esteira de uma série de reuniões em Brasília com caciques de sua atual legenda e da futura casa partidária. O ato de filiação será formalizado por meio de um evento na capital do país.
“É uma grande alegria estar aqui com meu amigo Sergio Moro. Ele é o nosso pré-candidato a governador do Paraná. Uma pessoa que compartilha das mesmas pautas e entende o momento que o Brasil passa”, declarou o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República.
O ingresso de Moro nas fileiras do PL simboliza uma ruptura do partido com Ratinho Junior (PSD), atual governador do Paraná, o qual deve entrar na corrida pelo Palácio do Planalto no pleito deste ano.
No pleito municipal da capital paranaense, ocorrido em 2024, o PL indicou o nome de Paulo Martins para compor a chapa como vice de Eduardo Pimentel (PSD), o postulante apoiado por Ratinho Junior, que acabou vencendo a disputa.
Mesmo com o acordo, Jair Bolsonaro deixou a coalizão de lado ao longo da campanha e declarou apoio à candidatura de Cristina Graeml, filiada ao PMB, a qual encerrou a eleição na segunda colocação.
Atritos com o Partido Liberal
(Em publicação no Instagram, Sergio Moro expressou gratidão pelo respaldo de Flávio Bolsonaro à sua pré-candidatura ao Executivo do Paraná)
Logo após conquistar a vaga no Senado em 2022, Sérgio Moro enfrentou um pedido de perda de mandato encabeçado pelo próprio PL, sob a acusação de uso abusivo da máquina política e de poder financeiro no decorrer do período eleitoral.
No ano de 2023, a sigla sustentou perante o Ministério Público Eleitoral do Paraná a tese de que Moro obteve vantagens irregulares ao usufruir de fundos da fase de pré-campanha à Presidência da República.
Nessa empreitada jurídica, o Partido Liberal caminhou lado a lado com o PT, sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após o TRE do Paraná isentar Moro das acusações, o comandante nacional do PL, Valdemar Costa Neto, apresentou recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Coube ao ministro Floriano de Azevedo Marques proferir a decisão de que Moro não cometeu ilícitos durante o processo eleitoral, assegurando assim o mandato do antigo magistrado da Lava Jato.
Passagem pelo governo Bolsonaro
Na esteira da vitória nas urnas de Jair Bolsonaro, no ano de 2018, Moro acatou a convocação para chefiar o Ministério da Justiça.
A saída da gestão Bolsonaro ocorreu em abril de 2020, depois de um ano e quatro meses integrando a alta cúpula do governo federal na condição de ministro da Justiça, episódio marcado por duras críticas disparadas contra o presidente da época.
O rompimento foi impulsionado pela determinação de Bolsonaro em substituir o então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, nome que havia sido chancelado pelo próprio Moro.
A despeito do histórico de atritos, no pleito de 2022, Moro endossou a campanha de Jair Bolsonaro na corrida contra o presidente Lula, que acabou saindo vitorioso daquela eleição.