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Brasil

Memphis Depay causa revolta ao apoiar cantor ligado a comunidades dominadas pelo tráfico e reacende polêmica sobre torcida corintiana

Jogador holandês do Corinthians enviou mensagem de apoio a Oruam após megaoperação policial no Rio. Torcedores do próprio clube criticaram duramente o gesto.

O atacante Memphis Depay, do Corinthians, se envolveu em uma grande polêmica nesta quinta-feira (30), após vir a público uma mensagem de apoio que ele enviou ao cantor Oruam — artista associado a comunidades do Rio de Janeiro onde o Comando Vermelho (CV) mantém forte atuação. O caso ocorre logo após uma megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira (28).

O cantor divulgou um print da conversa em que o camisa 10 holandês escreveu, em inglês:

“Fique forte nesses tempos difíceis. As crianças e a nova geração — você pode salvá-las.”

O gesto, que poderia soar como uma simples demonstração de empatia, acabou sendo interpretado por muitos torcedores como um apoio indireto a criminosos. Isso porque o cantor é frequentemente associado a eventos e letras que exaltam figuras ligadas ao tráfico e ao próprio CV.

Torcedores reagem com indignação

Nos comentários da própria publicação do jogador no Instagram, o nome de Depay virou alvo de críticas severas — inclusive de corintianos. Um internauta resumiu o sentimento de revolta:

“Tá de brincadeira que esse cara fez isso, agora é apoiador de bandido também?”, escreveu um usuário indignado.

Outro torcedor declarou:

“Sou corintiano. Meu conselho ao Depay: volte a jogar futebol e deixe o combate ao crime organizado com a polícia.”

As reações seguiram a mesma linha: vergonha, repúdio e cobrança de postura. Muitos pediram que o jogador “repensasse suas atitudes” antes de se pronunciar sobre questões sociais do Brasil, um país cuja realidade ele claramente não compreende por completo.

Corinthians e sua fama entre as torcidas

A repercussão do episódio reacende um debate antigo: a fama do Corinthians como uma das torcidas mais violentas e controversas do país. Em tom irônico, muitos lembraram que o clube é “queridinho de figuras como o ex-presidente Lula”, o que, para parte do público, reforça a ideia de que há uma mistura entre política, ideologia e até o crime organizado.

Vale lembrar que torcidas organizadas corintianas já foram citadas em investigações policiais e ligadas a confrontos violentos em estádios e nas ruas. Embora o clube negue qualquer envolvimento institucional, a imagem de um “Corinthians das massas” vem sendo manchada, pouco a pouco, por casos que associam parte de sua torcida a comportamentos criminosos.

Depay tenta se recuperar da má impressão

Depay, que estava de folga no Rio de Janeiro durante o confronto entre facções e forças policiais, chegou a faltar ao treino do Corinthians em São Paulo, alegando que não conseguiu deixar a capital fluminense por questões de segurança. O jogador retornou às atividades apenas na quarta-feira (29), mas agora enfrenta um novo desafio fora dos gramados: reconquistar a confiança da própria torcida.

O episódio serve de alerta sobre como figuras públicas estrangeiras, ao se envolverem em temas delicados da realidade brasileira, podem acabar sendo vistas como coniventes com o crime ou desrespeitosas com as forças de segurança.

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