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Brasil

Empresário Sérgio Nahas é preso na Bahia por reconhecimento facial, 24 anos após matar a esposa

Condenado a 8 anos de prisão, ele foi localizado no mesmo destino turístico onde passou a lua de mel com a vítima; polícia apreendeu drogas e carro de luxo.

Quase 24 anos após o assassinato de Fernanda Orfali em São Paulo, o empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso no último sábado (17) em Praia do Forte, no litoral norte da Bahia. O foragido foi capturado graças ao sistema de câmeras de reconhecimento facial, que alertou as autoridades sobre sua presença na região turística de Mata de São João.

Uma trágica coincidência marca o desfecho do caso: Nahas foi encontrado no mesmo local onde o casal havia passado a lua de mel anos antes do crime. Ele estava hospedado em um condomínio de luxo.

A Prisão e Apreensões

Ao ser abordado pela Polícia Militar, o empresário estava em posse de:

  • Um veículo modelo Audi;
  • 13 pinos de cocaína;
  • Três aparelhos celulares;
  • Cartões de crédito;
  • Medicamentos de uso contínuo.

Nahas tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça paulista desde 25 de junho de 2025, data em que se esgotaram todos os recursos de sua defesa. Seu nome também constava na Difusão Vermelha da Interpol, lista de procurados internacionais.

Relembre o Caso: O Crime de 2002

O assassinato ocorreu no apartamento do casal, na capital paulista. Fernanda Orfali tinha 28 anos na época.

  • A Acusação: Segundo o Ministério Público, Nahas cometeu o crime após ser confrontado pela esposa sobre traições e uso de drogas. O empresário teria agido por medo de que um pedido de divórcio resultasse na divisão de seus bens.
  • A Dinâmica: Fernanda tentou se proteger trancando-se no closet, mas Nahas arrombou a porta e efetuou os disparos.
  • A Defesa: Os advogados de Nahas sustentaram a tese de suicídio, baseando-se no histórico de depressão da vítima.
  • A Perícia: O laudo técnico derrubou a versão da defesa ao constatar que não havia vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda.

Batalha Judicial

Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o empresário a sete anos em regime semiaberto. A defesa recorreu, levando o caso a instâncias superiores. O Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido do MP, aumentou a pena para oito anos e dois meses em regime fechado. Até junho de 2025, ele respondia em liberdade enquanto aguardava o trânsito em julgado (fim dos recursos).

O que diz a defesa

Em nota, a advogada Adriana Machado e Abreu, responsável pela defesa de Nahas, afirmou que o caso representa uma “grande injustiça”. Ela alegou que o empresário já residia na Bahia antes da expedição do mandado de prisão e negou que ele tivesse a intenção de descumprir as determinações judiciais.

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