ÚLTIMAS DO MUNDO
Sem notícias de Mundo no momento.
Ver tudo em Mundo
EXPLORE POR CATEGORIA
Voltar para início
Brasil

CPI do INSS aprova quebra de sigilo de ‘Lulinha’ em sessão marcada por tumulto e agressões físicas

Decisão gerou empurra-empurra entre parlamentares; governistas contestam a contagem dos votos e pedem a anulação do resultado.

Nesta quinta-feira (26), a CPI mista do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A deliberação dos requerimentos terminou em confusão generalizada no plenário.

Agressões e Contestação do Placar

Logo após o anúncio da aprovação, parlamentares da base governista se dirigiram à mesa diretora para protestar. O ato rapidamente escalou para um empurra-empurra com agressões físicas envolvendo os deputados Rogério Correa (PT-MG), Luiz Lima (Novo-RJ), Evair de Melo (PP-ES) e o relator da CPI, Alfredo Gaspar (União-AL). Correa admitiu ter atingido Lima no meio do tumulto e, posteriormente, pediu desculpas. A sessão precisou ser temporariamente suspensa.

O estopim da revolta governista foi o método de votação adotado. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), utilizou a “votação simbólica por contraste visual”. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) exigiu a anulação do ato, afirmando que as imagens da TV Senado comprovam que a maioria (14 a 7) votou contra a medida. Viana rejeitou o pedido de anulação e manteve o resultado, justificando que contabilizou apenas os votos dos parlamentares titulares, desconsiderando os suplentes que haviam se manifestado.

O Envolvimento de Lulinha

A justificativa para investigar o filho do presidente parte de mensagens interceptadas pela Polícia Federal. Os diálogos envolvem Antônio Carlos Camilo Antunes (o “Careca do INSS”) e a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís.

Segundo o relator Alfredo Gaspar, em uma das conversas, ao ser questionado sobre quem seria o verdadeiro destinatário de um repasse de R$ 300 mil feito à empresa de Roberta, Antônio Camilo teria respondido explicitamente que o dinheiro era para o “filho do rapaz”. A CPI investiga a suspeita de que Lulinha atue como “sócio oculto” nos negócios de Camilo, que envolvem a atuação junto a órgãos de saúde para a venda de produtos de cannabis medicinal.

Outras Medidas Aprovadas

Além do foco na família do presidente, o colegiado avançou sobre outras frentes e aprovou:

  • A convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre;
  • A convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master;
  • A quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master.

Anuncie aqui Alcance leitores em todo o Brasil. Fale com o comercial do BR Times.
CPI do INSSLulinha
Compartilhar: