Longa de Kleber Mendonça Filho recebe quatro indicações, incluindo Melhor Ator para Wagner Moura, e iguala recorde histórico de ‘Cidade de Deus’.
O cinema brasileiro vive mais um dia de glória. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou, na manhã desta quinta-feira (22), que “O Agente Secreto” é um dos indicados ao prêmio máximo do cinema mundial: o Oscar de Melhor Filme.
A produção, dirigida por Kleber Mendonça Filho e protagonizada por Wagner Moura, não parou por aí. O filme conquistou um total de quatro indicações, igualando o recorde histórico de “Cidade de Deus” (2004) como o filme brasileiro com maior número de nomeações em uma única edição.
As 4 categorias em que o Brasil concorre:
- Melhor Filme
- Melhor Ator (Wagner Moura)
- Melhor Filme Internacional
- Melhor Direção de Elenco
A cerimônia de entrega das estatuetas, que será apresentada pelo comediante Conan O’Brien, está marcada para o dia 15 de março, em Los Angeles (EUA).
Disputa de Gigantes
Na categoria principal (Melhor Filme), a produção brasileira enfrentará uma concorrência pesada. Veja a lista completa dos indicados:
- O Agente Secreto
- Bugonia
- F1
- Frankenstein
- Hamnet
- Marty Supreme
- Uma batalha após a outra
- Valor Sentimental
- Pecadores
- Sonhos de Trem
Momento de Ouro do Cinema Nacional
A indicação consolida uma fase excepcional para o audiovisual do país. Vale lembrar que, na edição de 2025, o Brasil quebrou o jejum e conquistou sua primeira estatueta na história com “Ainda Estou Aqui”, que venceu na categoria de Melhor Filme Internacional. Agora, “O Agente Secreto” tenta ir além, disputando o troféu mais cobiçado da noite.
Sobre a Trama
“O Agente Secreto” é um thriller de atmosfera densa ambientado no ano de 1977, durante a ditadura militar. Wagner Moura interpreta Marcelo, um professor que foge de ameaças em São Paulo e desembarca em Recife na tentativa de reencontrar o filho.
A crítica destaca a habilidade de Kleber Mendonça Filho em transformar o carnaval e a paisagem urbana da capital pernambucana em um cenário de vigilância e paranoia. A obra funciona como um jogo de “gato e rato”, misturando lendas locais, drama familiar comovente e um suspense político de tirar o fôlego.