Pisa, Itália – Um episódio grave de intolerância acadêmica marcou a Universidade de Pisa nesta semana. O professor de Direito Constitucional Comparado, Rino Casella, foi brutalmente agredido durante uma de suas aulas após se posicionar contra a proposta de boicote acadêmico a Israel.
De acordo com relatos de alunos presentes, um grupo de manifestantes pró-Palestina invadiu a sala e iniciou protestos, que rapidamente se transformaram em violência física. O professor foi cercado, recebeu socos e pontapés e precisou ser retirado do local com ferimentos visíveis.
Casella havia se manifestado contrário à ruptura de vínculos acadêmicos com instituições israelenses, alegando que o ambiente universitário deve ser espaço de debate e não de censura ideológica. A posição gerou a ira de ativistas que defendem o corte de parcerias científicas e culturais com Israel.
O caso expõe a escalada de hostilidade que vem tomando conta de universidades europeias, onde o debate sobre a guerra no Oriente Médio e o boicote acadêmico tem ultrapassado os limites da convivência democrática. Em vez de diálogo, professores e estudantes contrários à imposição de boicotes têm se tornado alvo de perseguição e violência.
A agressão contra o professor levantou questionamentos sobre o futuro da liberdade acadêmica na Europa e reacendeu o alerta para os riscos da radicalização política dentro das universidades.