A tradicional marca brasileira Havaianas resolveu sair do conforto do chinelo neutro e mergulhar de cabeça na militância política. Em uma campanha publicitária carregada de simbolismo ideológico, a empresa lançou um vídeo com o slogan “Não ao pé-direito”, um trocadilho nada inocente que soou como deboche direto contra a direita brasileira.
Para reforçar a mensagem, a marca escalou como garota-propaganda a atriz Fernanda Torres, conhecida por seu posicionamento de esquerda declarado e por declarações públicas críticas — muitas vezes irônicas — ao campo conservador. No vídeo, o tom não foi apenas político, mas claramente provocativo, alinhado ao velho roteiro: ridicularizar a direita enquanto posa de progressista iluminado.
O problema é que a lacração não passou despercebida.
Influenciadoras reagem e boicote vira realidade
Rapidamente, influenciadoras conservadoras de todo o Brasil se mobilizaram em massa, denunciaram o viés ideológico da campanha e expuseram o uso de uma figura pública de esquerda para zombar de milhões de brasileiros. O movimento cresceu, ganhou força e chegou direto ao ponto que mais dói em empresas militantes: a reputação e o bolso.
O resultado foi tão rápido quanto constrangedor. A Havaianas retirou o vídeo do feed principal do Instagram, numa tentativa clara de abafar a repercussão negativa. Nenhuma explicação convincente, nenhuma retratação pública. Apenas o clássico “finge que não aconteceu” quando a militância não rende aplausos, mas prejuízo.
Militância fashion encontra a realidade
A ironia do episódio é cristalina. Uma marca que construiu sua história vendendo simplicidade e brasilidade decidiu assumir lado político, usar uma atriz engajada à esquerda e debochar da direita — justamente de um público que trabalha, consome e sustenta o mercado.
Descobriu tarde que empresa não tem imunidade política e que o consumidor não é massa de manobra de publicitário ideologizado.
Fernanda Torres, lacração e o efeito reverso
A escolha de Fernanda Torres, longe de ser casual, reforçou o caráter militante da campanha. O que era para soar “inteligente” e “engajado” acabou escancarando o desprezo por quem pensa diferente. E, como tem sido cada vez mais comum, o efeito foi o oposto do esperado.
No Brasil real — fora das bolhas culturais e artísticas — a direita reage, se organiza e responde.
No fim, a Havaianas aprendeu uma lição básica:
👉 chinelo é produto, ideologia é escolha pessoal.
Misturar os dois, ainda mais em tom de deboche, pode fazer a marca escorregar feio.
E dessa vez, escorregou com os dois pés.