O governo federal anunciou a distribuição de botijões de gás para 159 mil famílias de Mato Grosso do Sul dentro do programa Vale Gás. A medida, porém, escancara o contraste entre o discurso oficial e a realidade enfrentada pelo povo brasileiro.
O valor médio de um botijão de 13kg no estado gira entre R$ 95 e R$ 120, um preço que sufoca o orçamento das famílias mais pobres. Ao invés de adotar políticas que reduzam impostos, incentivem a concorrência e tornem o gás mais barato para todos, o governo prefere apostar em paliativos eleitoreiros, sustentados com o dinheiro do contribuinte.
Segundo dados oficiais, mais de 22 milhões de famílias no país dependem do Vale Gás. Em Mato Grosso do Sul, o programa alcança 159 mil lares, quase 15% da população estadual — um retrato claro da dependência criada por políticas assistencialistas que não atacam as verdadeiras causas da inflação.
Críticos apontam que, ao invés de estruturar a economia para gerar emprego, renda e autonomia, o governo insiste em empurrar benefícios que reforçam a dependência do Estado e servem como instrumento político. O gás de cozinha continua caro porque não há coragem para enfrentar a alta carga tributária e rever a política de preços que penaliza a população.
A verdade é que o brasileiro não precisa de esmolas, mas de liberdade econômica: impostos mais baixos, menos burocracia e condições reais para prosperar sem depender do governo. Distribuir botijões pode render manchetes, mas não resolve o problema que o próprio Estado cria e alimenta.