A eleição presidencial realizada neste domingo na Bolívia marcou um ponto de virada na política do país. Após quase duas décadas de domínio da esquerda, os dois candidatos mais votados foram de perfil conservador, garantindo que o segundo turno será disputado apenas por representantes da direita.
O fim da hegemonia da esquerda
O Movimento ao Socialismo (MAS), partido que governou a Bolívia por cerca de 20 anos, ficou de fora da disputa final, refletindo a perda de apoio popular diante da crise econômica, da inflação e do desgaste interno. Essa é a primeira vez desde 2006 que a esquerda não chega à fase decisiva da corrida presidencial.
As propostas da direita
Tanto Samuel Doria Medina quanto Jorge “Tuto” Quiroga, que seguem para o segundo turno, defendem cortes nos gastos públicos, abertura ao investimento estrangeiro e uma reaproximação estratégica com os Estados Unidos. Ambos também prometeram priorizar medidas de estabilização econômica diante do cenário de inflação e escassez que afeta diretamente a população boliviana.
O que esperar do segundo turno
O resultado representa não apenas uma mudança de nomes, mas um sinal claro de que a sociedade boliviana busca novos caminhos. A eleição em outubro será decisiva para definir qual modelo de gestão a direita colocará em prática e de que forma lidará com a herança de quase duas décadas de políticas alinhadas ao MAS.
A posse do novo presidente está prevista para novembro, selando o início de uma nova fase política no país vizinho.