Na manhã desta terça-feira (27/08), um atirador transgênero fortemente armado abriu fogo na Escola Católica da Anunciação, localizada em Minneapolis, no estado de Minnesota, Estados Unidos. O ataque, realizado durante uma missa de retorno às aulas, deixou duas crianças mortas, de 8 e 10 anos, além de pelo menos 20 feridos.
O ataque
De acordo com autoridades locais, o criminoso disparou de fora do prédio com um rifle semiautomático, além de portar uma espingarda e uma pistola. Testemunhas relataram momentos de desespero. Um dos pais afirmou: “Ele ainda jogou spray de pimenta através das janelas”.
As crianças mortas estavam sentadas nos bancos da igreja orando quando foram atingidas, informou o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey.
Ação da polícia
O criminoso foi morto pela polícia ainda no local. Embora a identidade não tenha sido oficialmente divulgada, jornalistas norte-americanos identificaram o autor como Robin Westman, ativista transgênero.
Manifesto e ódio nas redes
Antes do atentado, Westman publicou vídeos e mensagens perturbadoras em redes sociais. Em algumas imagens, aparecia armado com inscrições como “Para as crianças”, rindo logo em seguida. Outras mensagens incitavam ódio contra cristãos, judeus, Israel e até o ex-presidente Donald Trump.
Entre as frases registradas estavam: “Mate Donald Trump”, “Queime Israel”, “6 milhões não foram o suficiente” (em referência ao Holocausto) e “Destrua a HIAS” (organização judaica de ajuda humanitária).
Um vídeo publicado no TikTok nesta madrugada mostrava ainda um caderno com um manifesto em que o atirador declarava intenção de exterminar judeus e cristãos.
Consequências
As vítimas feridas, em sua maioria crianças, foram encaminhadas ao Children’s Minnesota, centro pediátrico de referência no estado. Segundo autoridades médicas, duas permanecem em estado crítico.
O episódio volta a acender o alerta sobre segurança em escolas nos EUA e a influência nociva de discursos de ódio disseminados online, que frequentemente acabam inspirando tragédias como essa.