Levantamento aponta que mais de 70% dos postos de trabalho estão alocados em indústrias, comércios e serviços urbanos
Campo Grande — A força econômica do agronegócio ultrapassa os limites rurais e consolida uma presença expressiva na malha urbana de Campo Grande. Levantamento elaborado pelo Observatório do Trabalho de Mato Grosso do Sul, ligado à Fundação do Trabalho (Funtrab), revela que a capital reúne 22.521 empregos formais vinculados à cadeia produtiva do setor — montante correspondente a 6,94% de todo o estoque de 324.441 postos com carteira assinada registrados na cidade até 31 de dezembro de 2025.
Do total de postos mapeados, mais de 7 em cada 10 estão inseridos nos segmentos de indústria, comércio e serviços, totalizando 16.167 ocupações (71,8%). A produção primária no campo responde por 6.354 trabalhadores (28,2%). A identificação dos postos utilizou uma metodologia baseada em 249 subclasses da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), abrangendo desde o cultivo de base até a agroindústria, transporte e comércio de insumos.
O setor fabril lidera a absorção dessa mão de obra na capital sul-mato-grossense, respondendo por 10.226 vínculos formais — ou 45,4% dos postos da cadeia. O comércio reúne outros 5.834 trabalhadores e a prestação de serviços soma 107 registros. Entre as ocupações mais demandadas estão alimentador de linha de produção, trabalhador na produção de mudas e sementes, operador de extração florestal, motorista de caminhão, atendente de lojas e mercados, assistente administrativo e trabalhador agropecuário geral.
Para o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, os números evidenciam a capilaridade da atividade econômica na vida cotidiana da cidade. "Quando falamos em oportunidades no agro, precisamos olhar para toda a cadeia. O setor começa no campo, mas movimenta a indústria, o transporte, o comércio, a tecnologia, a gestão e uma série de serviços. Campo Grande concentra muitas dessas atividades e isso faz com que o agronegócio também esteja presente no cotidiano profissional de milhares de pessoas que trabalham dentro da cidade", ressaltou.
A crescente demanda por funções técnicas e de gestão tem impulsionado a busca por qualificação. Por meio de programas de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS), o Senar/MS emitiu mais de 3,8 mil certificados na capital em 2025 e já ultrapassou a marca de 2,1 mil certificações em 2026. Em cooperação com o Sindicato Rural de Campo Grande, a entidade formou 210 técnicos e conduz nove turmas em áreas como Agronegócio, Zootecnia, Segurança do Trabalho e Florestas.
Ao completar 127 anos, Campo Grande consolida sua integração com o agronegócio não apenas como base histórica, mas como motor de empregos especializados e dinamismo para a economia de serviços e manufatura.
Confira na íntegra: https://senarms.org.br/noticias/agro-vai-além-do-campo-e-movimenta-225-mil-empregos-em-campo-grande
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