A contratação da atriz Luana Piovani para participar de uma campanha de comunicação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023 provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio político. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o contrato teria o valor de R$ 300 mil e teve como objetivo a produção de conteúdos voltados às redes sociais em oposição à proposta que trata da autonomia financeira e orçamentária do Banco Central.
A contratação teria sido realizada pelo Conselho Regional do Distrito Federal do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal-DF). O acordo foi registrado em ata de uma reunião extraordinária realizada em 6 de junho, um dia antes da votação da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Segundo o documento, a escolha de Luana Piovani levou em consideração sua atuação pública em debates sobre temas sociais e seu alcance nas plataformas digitais, onde reúne milhões de seguidores. O contrato prevê a produção de conteúdos destinados a ampliar o alcance da campanha contrária à PEC.
Ainda conforme as informações divulgadas, o pagamento seria realizado com recursos provenientes das contribuições mensais dos servidores filiados ao sindicato.
O que diz a PEC 65/2023
A PEC 65/2023 propõe mudanças na estrutura administrativa do Banco Central. Entre seus principais pontos está a ampliação da autonomia financeira e orçamentária da instituição, permitindo maior independência na gestão de seus recursos.
Os defensores da proposta afirmam que as alterações podem fortalecer a capacidade operacional do Banco Central, reduzir interferências políticas e conferir maior estabilidade institucional.
Já os críticos argumentam que a proposta modifica significativamente a natureza jurídica da instituição e pode gerar impactos sobre a administração pública e o modelo de funcionamento atualmente existente.
Vídeo nas redes sociais
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Luana Piovani afirmou que a PEC iria além da discussão sobre autonomia financeira. Segundo ela, a proposta alteraria a natureza jurídica do Banco Central e poderia trazer mudanças na estrutura da instituição.
A atriz também manifestou defesa da permanência do Banco Central como autarquia, com servidores estatutários e carreira considerada típica de Estado.
Debate político
A divulgação do contrato rapidamente dividiu opiniões. Enquanto apoiadores da campanha afirmam que a contratação faz parte de uma estratégia de comunicação para ampliar o debate público sobre a proposta, críticos questionam a utilização de recursos sindicais para financiar uma campanha política e o elevado valor destinado à produção do conteúdo.
O episódio intensificou as discussões sobre o papel de influenciadores e personalidades públicas em campanhas de interesse político e institucional, especialmente quando financiadas por entidades representativas de categorias profissionais.
A repercussão deve manter o tema em evidência nos próximos dias, enquanto a tramitação da PEC 65/2023 continua sendo acompanhada por parlamentares, servidores e diferentes setores da sociedade.

