Presidente ucraniano sugere cessar-fogo durante tratativas e recebe aceno favorável de Trump; Kremlin afirma que convite a Moscou está aberto.
Em um movimento formal para tentar encerrar o conflito no Leste Europeu, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, publicou nesta quinta-feira (4) uma carta aberta endereçada a Vladimir Putin. No documento, o líder ucraniano propõe um encontro presencial e exige um cessar-fogo total durante o período de negociações entre os dois países.
O texto faz críticas diretas à postura do presidente russo em relação ao território ucraniano nas últimas duas décadas e aponta os impactos internos da guerra para a própria Rússia, destacando a perda de soldados e a escalada dos preços no país.
Na mensagem, a diplomacia pretendida por Kiev é condicionada a garantias formais de segurança. “A escolha agora é sua. Chega de guerra. A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra. Isso deve ser feito com honestidade, dignidade e com garantias de que a guerra não será reacendida”, pontua o documento assinado por Zelensky.
Para a realização da cúpula, o governo ucraniano descartou a utilização de seu próprio território ou do russo. A alternativa, de acordo com as palavras de Zelensky, envolve mediadores consolidados: “Existem países que, tradicionalmente, recebem líderes para resolver questões de guerra e paz. Suíça, Turquia e países do mundo árabe, por exemplo.”
A publicação gerou reações imediatas em Moscou e Washington. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou à mídia estatal russa que Putin ainda não havia lido a carta, mas indicou uma contraproposta territorial. “Zelensky pode vir a Moscou a qualquer momento”, afirmou.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump avaliou o cenário de forma positiva e reivindicou parte do crédito pela movimentação. Falando a repórteres no Salão Oval, Trump declarou: “Fico feliz que estejam falando em se encontrar. Acho que tivemos muito a ver com isso.” O americano encerrou projetando o evento diplomático e frisou que “seria ótimo se eles se encontrassem.”
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