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Domingo, 10 de maio de 2026

Prefeitura de Dourados atinge marca de 100 toneladas de alimentos distribuídos em aldeias

Mato Grosso do SulPrefeitura de Dourados atinge marca de 100 toneladas de alimentos distribuídos em aldeias

Programa injeta R$ 1,3 milhão na economia local e fortalece segurança alimentar de indígenas durante alta de casos de chikungunya

Dourados — O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Indígena) alcançou nesta quinta-feira (23) um marco logístico e social na Reserva Indígena do município. Desde janeiro, a iniciativa já destinou mais de 100 toneladas de comida fresca às comunidades locais, unindo o combate à vulnerabilidade nutricional com a geração de renda para os próprios moradores.

Apenas nesta etapa de distribuição, sediada na Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, na aldeia Jaguapiru, o volume entregue ultrapassou a escala de 10 toneladas. O esquema de abastecimento continuará na sexta-feira (24) na Escola Indígena Francisco Meireles.

Operado pela Secretaria Municipal de Agricultura Familiar em colaboração com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural do estado, o programa é lastreado por um repasse de aproximadamente R$ 1,3 milhão do Ministério do Desenvolvimento Social. O montante remunera diretamente 224 famílias indígenas cadastradas, que fornecem desde frutas e legumes até itens artesanais.

O impacto econômico imediato é sentido na base da cadeia produtiva local. O agricultor Cláudio Machado, que cultiva uma área de quatro hectares com os irmãos, foi responsável pela entrega de cerca de 4 toneladas de mandioca nesta fase. Segundo ele, o sistema garante um escoamento previsível e rentável para a colheita. “A gente planta de tudo um pouco e consegue vender tanto para o comércio da cidade quanto para o PAA, que incentiva a gente a produzir mais”, relatou.

Esse fomento também viabiliza o processamento de perecíveis, reduzindo perdas agrícolas. A produtora Diene Cabreira aproveitou a demanda estruturada pelo município para entregar 300 pães e 200 potes de doce. “Ajuda muito na renda e ainda evita desperdício, porque o mamão estraga rápido”, explicou.

A urgência da operação ganhou novos contornos sanitários nas últimas semanas. O secretário municipal de Agricultura Familiar, Bruno Pontim, destacou que o reforço na nutrição responde diretamente ao elevado número de infecções por chikungunya na região. “Estamos em um período de maior vulnerabilidade, e garantir alimentos frescos e de qualidade é essencial para essas famílias”, afirmou o secretário.

Como complemento à cesta de hortifrúti, o governo local retomou o repasse de leite pasteurizado. Um lote de 1.348 litros foi distribuído nesta quinta-feira, atendendo tanto o público no ponto de coleta presencial quanto as famílias assistidas em domicílio pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Para a moradora Daniela Benitez, a política pública supre lacunas nutricionais básicas no desenvolvimento infantil. “Muitas famílias têm crianças pequenas e nem sempre conseguem comprar leite. Essa ajuda faz diferença”, ressaltou.


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