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Domingo, 10 de maio de 2026

Trump chama iranianos de ‘animais’ e mantém ameaça ao Estreito de Ormuz

GuerraTrump chama iranianos de 'animais' e mantém ameaça ao Estreito de Ormuz

Presidente americano rejeita acordo de cessar-fogo mediado pelo Paquistão e fixa terça-feira como limite para a reabertura da rota.

Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom da retórica militar nesta segunda-feira (6) ao classificar os iranianos como animais. A fala ocorreu em resposta a questionamentos sobre possíveis violações do direito internacional, caso as forças americanas bombardeiem infraestruturas civis iranianas como retaliação ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

A tensão na região do Golfo Pérsico, por onde transita uma parcela vital do petróleo mundial, tem escalado nas últimas semanas. O governo americano estabeleceu a terça-feira (7) como prazo definitivo para que Teerã libere a passagem comercial.

“Não, porque eles são animais.”

A declaração descartou preocupações sobre a ilegalidade de alvejar estruturas não militares do país persa. Durante um evento de Páscoa na Casa Branca, Trump demonstrou pragmatismo ao avaliar as opções de desfecho do conflito, indicando que tomaria o controle do petróleo iraniano caso não houvesse forte pressão dos cidadãos americanos pelo fim da guerra.

No front diplomático, a tentativa de pacificação liderada pelo Paquistão não prosperou. O mandatário americano confirmou a rejeição ao plano de cessar-fogo em discussão. Embora tenha classificado a movimentação como um ato “significativo”, o republicano pontuou que os termos propostos ainda não são suficientes para justificar a paralisação das operações militares.

O governo do Irã também negou a proposta paquistanesa. Segundo a agência estatal iraniana Irna, o regime de Teerã exige um acordo amplo que determine o fim definitivo do conflito, recusando-se a aceitar apenas uma trégua temporária.

A postura da Casa Branca oscilou ao longo da conversa com jornalistas. Trump chegou a sugerir que os iranianos estariam negociando “de boa fé”, para logo em seguida assegurar que está “muito chateado” com os oponentes e que eles “vão pagar um grande preço por isso”. A escalada verbal segue a linha adotada no domingo (5), quando o presidente utilizou as redes sociais para chamar os líderes do governo iraniano de “bastardos malucos”.

O relógio imposto por Washington marca a terça-feira como o momento de definição para o teatro de operações. Nas palavras de Trump, as tropas americanas poderiam sair imediatamente se quisessem, mas o objetivo de sua administração é “terminar o trabalho” na região.


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