A Prefeitura de Campo Grande confirmou a liberação de aproximadamente R$ 10 milhões para pagamento das empresas responsáveis pela manutenção das vias urbanas, permitindo a retomada imediata da operação tapa-buracos nesta quarta-feira, 19 de novembro.
O anúncio foi feito pela secretária municipal da Fazenda, Márcia Hokama, durante reunião com vereadores da Capital nesta terça-feira (18/11), em meio a uma reunião marcada por tensão política, divergências internas e tentativas de limitar o debate.
Reunião tumultuada:
Secretária comparece após requerimento e apresenta dados completos, mas vereadora tenta restringir pauta.
A convocação partiu da vereadora Ana Portela, que exigiu a presença da secretária para esclarecimentos,
— a reunião teve discussões acaloradas e coincidiu com uma outra reunião marcada pelos próprios vereadores com a gestão de Saúde em dia de sessão plenária.
— Márcia Hokama compareceu acompanhada com equipe técnica da SEFAZ.
A secretária levou um levantamento completo da situação financeira do município, incluindo receitas, projeções, contratos e medidas de contenção. Ela se colocou à disposição para responder qualquer pergunta, reafirmando a postura de transparência da gestão.
Apesar disso, a vereadora que solicitou o requerimento tentou limitar o debate apenas à pauta do tapa-buracos, ignorando temas estruturais da Fazenda que afetam toda a administração municipal. A postura foi vista como contraditória, já que o objetivo oficial da convocação era discutir o cenário fiscal geral de Campo Grande.
Recursos garantidos e retomada imediata.
Márcia Hokama confirmou que o município liberou aproximadamente R$ 10 milhões para iniciar os pagamentos às prestadoras de serviço. Todas as empresas serão contempladas nesta etapa inicial, permitindo o reinício imediato do tapa-buracos.
Mesmo assim, a secretária ponderou que o montante não encerra o passivo, mas cria condições mínimas para reorganizar o cronograma e retomar intervenções essenciais em todas as regiões.
Frustração de receita chega a R$ 809 milhões em 2025.
Durante a apresentação, a secretária expôs um cenário fiscal desafiador.
A previsão inicial de arrecadação para 2025 era de R$ 6,8 bilhões, mas a expectativa atual é encerrar o ano com algo entre R$ 5,7 bilhões e R$ 5,8 bilhões. Isso representa uma frustração de aproximadamente R$ 800 milhões caso as arrecadações, transferências e convênios fiquem aquém do esperado.
Apesar da queda expressiva, as transferências federais e estaduais continuam estáveis, devendo fechar o ano ainda com cerca de R$ 1 milhão positivos em relação ao projetado.
Impactos do Imposto de Renda começam apenas em 2026
A mudança na tabela do Imposto de Renda — aprovada pelo Governo Federal — começará a impactar as contas municipais apenas a partir de janeiro de 2026.
Mesmo assim, a previsão técnica da SEFAZ já estima uma perda de aproximadamente R$ 35 a R$ 40 milhões anuais para Campo Grande, sem garantia de compensação por parte da União.
Medidas de contenção continuam em vigor
Para enfrentar o desequilíbrio fiscal, a Prefeitura mantém ações como:
• redução de carga horária em áreas administrativas
• revisão de contratos
• reordenamento da folha
• priorização de serviços essenciais
Essas medidas, somadas, garantem economia mensal aproximada de R$ 10 milhões.
A secretária reforçou:
“Responsabilidade fiscal não é opção, é obrigação. Trabalhamos com o que arrecadamos.”
Márcia Hokama conduziu o município até a aprovação do PEF junto à STN.
Um dos pontos mais relevantes apresentados foi o papel fundamental da secretária na condução de todos os processos técnicos que levaram Campo Grande à aprovação do PEF – Plano de Equilíbrio Fiscal junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Com essa aprovação, Campo Grande agora está habilitada a contratar uma nova operação de crédito de cerca de R$ 160 milhões, valor que permitirá novos investimentos estruturantes e dará fôlego ao planejamento financeiro da cidade.
É a maior margem de investimentos aberta nos últimos anos, segundo técnicos da SEFAZ.
Compromisso com transparência e estabilidade.
Mesmo diante da tensão política no plenário, Márcia Hokama reforçou o compromisso da SEFAZ com transparência, responsabilidade e diálogo.
A apresentação completa dos dados, acompanhada da equipe técnica, demonstra a intenção da pasta de manter o Legislativo informado sobre todos os passos da gestão.
Com a liberação dos recursos e a retomada imediata do tapa-buracos, Campo Grande inicia uma nova fase de reorganização financeira, apoio técnico do Tesouro Nacional e perspectiva de investimentos para 2025 e 2026.
Em resposta ao brtimes a secretaria se mostrou frustrada, pois foi convocada e atendeu prontamente o requerimento da vereadora, mas não entendeu o motivo de marcarem no mesmo dia de sessão plenária que acontece somente duas vezes na semana e tendo outros dias para poder ter tempo suficiente de apresentar todos os dados.
Ainda continuou:
Gostaria de saber o porque da vereadora convidar, por requerimento para uma reunião sabendo do tempo restrito, fazendo-se impor na fala, era só um recorte para postar e ou lacrar ( como costumam falar)?Pode ser, porque fez os questionamentos e saiu da reunião, nos deixando com os demais parlamentares e jornalistas” disse Márcia Hokama.

Mas houve uma resposta da secretária à vereadora antes dela sair da sala.
Márcia respondeu sorrindo: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”
Recortes não vale, texto sem contexto é pretexto.